A CGTP tem acolhido delegados sindicais que saíram da UGT depois da assinatura do acordo da concertação social e que não foi aceite pela estrutura liderada por Arménio Carlos, disse o dirigente da CGTP.
“Neste momento temos indicações claras, ainda hoje foram dados dois exemplos, de delegados e dirigentes sindicais de alguns sindicatos da UGT que se desfiliaram e que se filiaram” em estruturas afectas à CGTP, afirmou o secretário-geral da confederação, Arménio Carlos, após a inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte, no Porto.
Segundo Arménio Carlos, há “um grande descontentamento no seio dos trabalhadores, quer na administração pública quer no sector privado, face àquilo que se está a passar”, levando de forma natural a que “os trabalhadores, sendo pessoas conscientes, analisando a situação dos factos se movimentem no sentido de acompanhar aqueles que na sua opinião consideram que defendem os seus interesses”.
O dirigente da CGTP acrescentou, ainda, que a confederação “não vende a alma ao diabo”, sendo que “cada um fala por si e assume as suas responsabilidades”.
“Não há nada mais certo do que estarmos todos juntos nesta batalha que vamos ter de travar, que é dura e prolongada, mas que estamos aqui para a travar com toda a determinação e confiança”, referiu o secretário-geral da CGTP.
Em meados de Janeiro, a CGTP decidiu apresentar “uma participação criminal” contra o secretário-geral da UGT, João Proença, por este ter afirmado que foi “incentivado por altos dirigentes da CGTP a negociar e assinar o acordo” da concertação social, algo sobre o qual Arménio Carlos disse hoje não haver novidades.
O acordo alcançado entre o Governo e os parceiros sociais, dizia Arménio Carlos aquando do anúncio do mesmo, é um regresso ao “feudalismo” e vai fazer “aumentar a exploração, a desigualdade e a pobreza”.



