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Estudo divulgado sobre empresários dos Estados Unidos

25 dos 100 executivos mais bem pagos recebem mais que as empresas pagam de impostos

01.09.2011 - 13:03 Por Lusa

<p>O caso da General Electric é um dos mais flagrantes</p>

O caso da General Electric é um dos mais flagrantes

 (Reuters)
Vinte cinco dos 100 executivos mais bem pagos dos Estados Unidos receberam mais dinheiro no ano passado do que as suas empresas pagaram de impostos, segundo um estudo hoje divulgado.

A análise anual, intitulada “Excessos Executivos 2011”, foi feita pelo Institut for Policy Studies (IPS), que compara o relacionamento entre salários dos executivos e a fuga ao fisco das empresas para as quais trabalham.

O estudo analisou as 100 corporações que mais pagaram aos seus executivos em 2010, tendo comprovado que em 25 delas a compensação aos CEO foi mais elevada do que o total de impostos pagos aos cofres públicos.

Igualmente, o estudo demonstra que a diferença entre os salários dos executivos e dos trabalhadores continua a aumentar.

Assim, em 2009 os principais executivos levaram para casa, em média, rendimentos 263 vezes superiores ao salário médio de um trabalhador, tendo essa diferença aumentado para 325 vezes.

Em média o salário dos CEO das principais empresas norte-americanas (S&P 500) cresceu 27,8 por cento em 2010, face ao ano anterior, para 10,8 milhões de dólares, quando no mesmo período o salário dos trabalhadores apenas cresceu 3,3 por cento para 33 mil dólares.

Entre as 25 empresas em causa o estudo refere que os CEO registaram uma média de rendimentos de 16,7 milhões de dólares, tendo muitas das empresas pagado menos do que esse valor em impostos e chegado até a conseguir devoluções de 304 milhões de dólares.

As 25 empresas, entre si, registaram lucros totais de 1,9 mil milhões de euros, sendo que 18 das 25 tinham subsidiárias suas a operar em paraísos fiscais.

Um dos casos mais flagrantes é o da General Electric, a mais lucrativa das 25 empresas, e a 14ª, entre todas as empresas, em termos de lucros.

Apesar de declarar lucros antes de impostos no valor de 5,1 mil milhões de dólares, em vez de pagar impostos conseguiu receber 3,3 mil milhões das finanças.

Vinte das 25 empresas gastaram mais em ‘lobby’ do que pagaram em impostos e 18 deram mais a candidatos políticos do que pagaram em tributações, destacando-se novamente a General Eletric que gastou 41,8 milhões de dólares em tentativas de influência política.

O estudo sugere que mais do que a crescente eficácia que os CEO trouxeram às suas empresas -- para justificar o aumento de rendimentos -- “parecem agora mais dedicados a potenciar a fuga ao fisco”.

Cita relatórios de equipas de investigação tributária e recentes reportagens de investigações de vários jornais que “documentam como empresas norte-americanas estão agressivamente a tentar reduzir, e até eliminar, as suas obrigações tributárias”.

Um desses casos é uma investigação do New York Times, publicada em Março, que analisou o comportamento tributário da General Eletric nos últimos cinco anos e outro caso uma análise feita pela organização “Citizens for Tax Justice” que identificou 12 corporações que conseguiram ter um “tributação efectiva negativa de 1,5 por cento, com lucros de 171 mil milhões de euros”.

Na análise o IPS insiste que as 25 empresas que pagaram mais aos CEO que em impostos não o fizeram por perdas, mas sim por esquema para evasão fiscal.

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Um estudo que gostaria de ver em Portugal

Apesar de ser um pouco populista - é sempre possível uma empresa dar prejuizo e logo não pagar IRC, ...

Anónimo

01.09.2011 14:52