Este ano, a maioria dos sinistros laborais registou-se na construção civil
(Luís Forra/Lusa)O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social informa que desde o início deste ano já se registaram em Portugal 46 acidentes de trabalho mortais, 27 dos quais no sector da construção civil. No ano passado, os dados apontam para um total de 193 trabalhadores mortos, 97 dos quais pertencentes à construção.
Por sua vez, a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) detectou e autuou no ano passado mais de cinco mil infracções referentes a questões de segurança e saúde no trabalho, a maioria das quais no sector da construção civil.
De acordo com um relatório da IGT sobre a "Actividade Inspectiva 2004", citado pela Lusa, foram autuadas 5098 infracções devido a "prescrições mínimas de segurança e saúde do trabalho", principalmente na construção civil.
Neste sector, que o relatório da IGT considera ser aquele "onde se regista um maior volume de acidentes de trabalho, foram autuadas 3117 infracções".
A inspecção autuou ainda 1270 infracções por "prolongamento da duração do trabalho" e 2003 por "trabalho não declarado". No que diz respeito ao trabalho não declarado é, mais uma vez, o sector da construção civil o mais autuado, com 517 infracções.
Ao todo, os inspectores realizaram no ano passado 57.618 visitas de inspecção - 3246 das quais a empresas de construção civil, onde o montante das coimas aplicadas foi de 7,8 milhões de euros.
Sectores como o comércio por grosso e a retalho, hotelaria e restauração, serviços prestados às empresas e transportes e armazenagem foram também alvo de inspecções e coimas durante 2004.



