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Falência desordenada não foi excluída

Agência Fitch considera inevitável incumprimento da dívida grega

17.01.2012 - 15:08 Por Paulo Miguel Madeira

 (Foto: Louisa Gouliamaki/ AFP Photo (arquivo))
A agência de notação (rating) de dívida Fitch considera inevitável que a Grécia acabará por entrar em incumprimento e admite mesmo que isso possa acontecer de forma desordenada, o que seria perigoso para o sistema financeiro global.

“Vai acontecer. A Grécia está insolvente e por isso vai cair em incumprimento”, disse um responsável da Fitch Ratings, Edward Parker, citado pela Reuters. “Nesse sentido, não deveria ser surpresa para ninguém”, acrescentou.

Este responsável, que gere o serviço de dívida soberana e internacional da agência na Europa, Próximo Oriente e África, falava numa conferência em Estocolmo e referia-se aos 14,5 mil milhões de euros em obrigações gregas que vencem a 20 de Março.

A posição da Fitch surge depois de ontem um responsável da Standard & Poor’s ter dito que a Grécia cessará em breve o pagamento das obrigações da sua dívida soberana.

Parker especificou ainda que a Fitch considera que um eventual acordo voluntário com os credores privados que os leve a aceitar o perdão de parte da dívida grega constituirá um incumprimento.

Por outro lado, afirmou que o pior que poderia acontecer era no entanto um incumprimento desordenado, em que o país deixasse repentinamente de reembolsar os detentores de título de dívida sem qualquer garantia.

“Para nós, essa situação seria realmente nociva, mas esperamos que certamente não aconteça porque, claramente, numa situação racional pensar-se-ia que os políticos gregos e as autoridades europeias assegurarão que isso não aconteça”, disse ainda, citado pela Reuters.

As negociações da Grécia com os credores privados para obter o perdão de pelo menos metade da dívida que estes detém foram suspensas na semana passada e deverão ser retomadas amanhã.

O país procedeu hoje a uma emissão de títulos de dívida de curto prazo, com taxas em baixa muito ligeira. Apesar de correr o risco de em Março entrar em incumprimento, pagou uma taxa média de 4,64% por 1625 milhões de euros a três meses, face a 4,68% a 20 de Dezembro.

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Quem é o nós?

Para nós, essa situação seria realmente nociva, mas esperamos que certamente não aconteça porque, ...

luis

17.01.2012 16:43