• Rota Vicentina abre caminhos a Sul
  • Chanel, a nova rainha de Versailles
  • Coentros para matar a sede
PSI20
X

Mais em Economia (29 de 34 artigos)

Kweku Adoboli à saída do tribunal de Londres Operador de mercado Kweku Adoboli acusado de fraude no caso UBS

Reestruturação da administração central

Agricultura, mar e ambiente com maior número de extinções e fusões

16.09.2011 - 17:11 Por Ricardo Garcia

<p>Conservação da natureza e florestas vão estar juntos numa direcção-geral</p>

Conservação da natureza e florestas vão estar juntos numa direcção-geral

 (Fernando Veludo/NFactos)
As áreas da agricultura, do mar e do ambiente, reunidas agora num único ministério, são aquelas que terão mais entidades extintas ou fundidas, no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (Premac).

Das 62 entidades actuais existentes, cerca de metade (32) irão desaparecer ou serão integradas em novos organismos a criar, que serão nove. Trinta entidades mantêm-se.

Entre as que deixarão a sua existência actual, estão entidades criadas por governos anteriores para gerir melhor áreas às quais se pretendia dar maior relevância ou que envolviam competências cada vez mais numerosas e complexas.

É o caso da Autoridade Florestal Nacional, criada em 2008, e do Instituto para a Conservação da Natureza a Biodiversidade, que surgira em 1993, tendo sido refundado com a designação actual em 2007.

Agora, ambos vão fundir-se na Direcção-Geral da Conservação da Natureza e Florestas, tutelada pelo secretário de Estado das Florestas, Daniel Campelo.

Vários outros institutos desaparecem, tais como as cinco administrações de região hidrográfica (ARH), criadas há cerca de quatro anos, e o Instituto da Água. Ficarão todos agora integrados na tutela da nova Agência Portuguesa para o Ambiente, Água e Acção Climática.

No Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, será ainda criado um Instituto Português do Mar e da Atmosfera, para onde serão transferidos os serviços do actual Instituto de Meteorologia, que nos anos recentes esteve sob a tutela do ministro responsável pela área da ciência.

As inspecções-geral do Ambiente e Ordenamento do Território e da Agricultura e Pescas fundem-se num só organismo. Também haverá uma Autoridade Única de Gestão dos Programas para a Agricultura.

Dentre os órgãos consultivos, desparecem duas comissões de acompanhamento – da gestão de resíduos e do licenciamento das explorações pecuárias – e uma “Comissão de Internacionalização”. Nas estrtuturas de missão que deixam de existir, algumas tiveram grande protaganismo, como o Programa Polis, outras nunca chegaram a funcionar bem, como o Centro Internacional de Luta contra a Poluição Marítima do Atlântico Norte.

No total, a reformulação da tutela da agricultra, mar e ambiente envolve a extinção ou fusão de seis direcções-gerais, oito estruturas de missão, duas inspecções-gerais, sete institutos públicos, cinco órgãos consultivos, duas secretarias-gerais e duas “estruturas atípicas”, neste caso os controladores financeiros dos antigos ministérios da Agricultura e do Ambiente.

  • 42 leitores
  • 7 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1512259

Comentário + votado

Daqui a 4 anos...

Daqui a uns tempos vamos ver os resultados... Se já o mega-ministério deve ser uma confusão, esta ...

Anónimo

20.09.2011 12:21