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Dois dias antes de uma nova cimeira

Alemanha rejeita proposta de Trichet para aumentar fundo de resgate do euro

14.12.2010 - 17:20 Por Lusa

<p>A chanceler alemã Angela Merkel está contra o reforço do fundo de resgate</p>

A chanceler alemã Angela Merkel está contra o reforço do fundo de resgate

 (REUTERS/Jean-Marc Loos)
O governo alemão recusou hoje a proposta do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, para o aumento do fundo de resgate, dois dias antes de começar, em Bruxelas, mais uma cimeira para combater a crise da moeda única.

Trichet exigiu mais dinheiro e novas competências para o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), em declarações proferidas na segunda-feira à noite, no clube de jornalistas, em Frankfurt.

“Queremos a máxima flexibilidade, e diria também que a máxima capacidade no que se refere à qualidade e à quantidade”, disse o presidente do BCE, referindo-se ao fundo de resgate.

Fontes governamentais em Berlim sustentaram hoje, no entanto, que, de momento, “não há qualquer necessidade” de aumentar o referido fundo, lembrando que ainda só foram utilizados cerca de dez por cento do seu volume, que é de 750 mil milhões de euros, para a ajuda financeira de 85 mil milhões de euros solicitada pela Irlanda.

O fundo foi constituído em Maio pelos 16 países da moeda única, para o caso de ser necessário apoiar países em dificuldades orçamentais, na sequência da crise da Grécia.

Os mesmos responsáveis do governo alemão admitiram, simultaneamente, a possibilidade de reforçar o capital do BCE, “para sinalizar aos mercados que o banco central está em condições de comprar títulos da dívida pública” de países da zona euro em dificuldades, como tem sucedido, por exemplo, com bilhetes do tesouro portugueses.

Num artigo publicado hoje no jornal Frankfurter Allgemeine, o ministro dos negócios estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, já tinha tentado pôr termo à discussão dos últimos dias em torno da eventual emissão de títulos da dívida pública europeus, os chamados eurobonds.

“Se todos abonarem as dívidas de todos, não haverá estímulos à disciplina orçamental para cada um dos estados membros, pelo contrário, isso poderia contrariar os esforços para uma política orçamental sólida em toda a Europa”, disse o chefe da diplomacia alemã.

Na Cimeira Europeia de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, os líderes da UE deverão aprovar um mecanismo permanente para prevenir crises financeiras, para substituir o actual fundo de resgate, que caduca em 2013.

Para tal, será necessário aprovar “ligeiras alterações” ao Tratado de Lisboa, cujo teor final está a ser ainda negociado, segundo fontes governamentais em Berlim.

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Dogmas ?

Dogmas dirá eufemisticamente alguém.Quais dogmas quais carapuças.Uma politica levada ...

poislocal

14.12.2010 23:31