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Dados preliminares do INE

Alojamentos vazios e habitação secundária ganharam peso desde 2001

08.11.2011 - 15:05 Por Paulo Miguel Madeira

<p>O número de residências habituais subiu 11,7%, e o de secundárias 22,6% </p>

O número de residências habituais subiu 11,7%, e o de secundárias 22,6%

 (Fernando Veludo / NFactos (arquivo))
O peso dos alojamentos vazios e das residências secundárias no parque habitacional português aumentou significativamente, de acordo com dados provisórios dos Censos 2011 divulgados hoje pelo INE.

De acordo com os dados preliminares dos Censos sobre parque habitacional, os alojamentos familiares incluem 68,2% de residências habituais, 19,3% de residências secundárias e 12,5% de alojamentos vagos. Estes valores representam uma diminuição do peso das residências habituais em 2,7 pontos percentuais face a 2001, enquanto o peso dos alojamentos secundários subiu um ponto percentual e o dos vagos 1,7 pontos.

Os alojamentos familiares correspondem à quase totalidade dos alojamentos do país, onde apenas 0,2% são de alojamentos colectivos, onde se incluem hotéis, instituições de apoio social, de educação, de saúde, religiosas, entre outras.

No que respeita ao número de alojamentos, cujo valor não é divulgado pelo INE nos dados hoje libertados, sabe-se que o número de residências habituais subiu 11,7% nos últimos dez anos, o de secundárias 22,6% e o de vagos 35,1%.

O aumento dos alojamentos vagos foi maior nas regiões mais turísticas: 92,4% no Algarve e 77,4% na Madeira; seguem-se o Centro (+51,5%), os Açores (+47,3%), Alentejo (+33,6%), Lisboa (+23,8%) e por fim o Norte (+21%).

Por outro lado, os alojamentos arrendados aumentaram 6,3% em 2011 face a 2001, com subidas maiores nas regiões dos Açores (41,5%), Madeira (27,3%) e Algarve (27,5%), sendo 47% dos contratos posteriores a 2005. Entre os alojamentos arrendados, 81% são detidos por particulares.

Título corrigido às 17h51: O ano de 2001 saiu truncado com o ano de 2011.

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Avelino Maia

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