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Terreno representa 0,3 por cento da ilha

Antigo ministro chinês quer comprar grande área na Islândia para projecto turístico

30.08.2011 - 11:29 Por PÚBLICO

<p>Investimento na ilha do Atlântico Norte ascende a 100 milhões de dólares</p>

Investimento na ilha do Atlântico Norte ascende a 100 milhões de dólares

 (Ints Kalnins/Reuters)
Um magnata chinês e antigo ministro do Governo chegou a acordo parcial para adquirir um terreno na Islândia com a extensão de 300 quilómetros quadrados, destinado à construção de um complexo turístico.

Alguns críticos afirmam que o projecto esconde motivações geopolíticas, segundo o diário britânico Financial Times, que avançou hoje a notícia.

Huang Nubo é presidente do Zhongkun Group, uma empresa dos ramos imobiliário e turístico, sediada em Pequim, e antigo ministro da Construção. A parcela de terreno que este investidor pretende adquirir naquele país nórdico tem uma dimensão invulgar (as ilhas da Madeira e Porto Santo têm cerca de 800 kms2) e corresponde a 0,3 por cento do total da área da ilha.

O complexo que Huang Nubo quer construir ascende a cem milhões de dólares (cerca de 69 milhões de euros), destina-se a ecoturismo e inclui um campo de golfe.

Alguns críticos que o jornal não identifica têm contestado o negócio, alegando que o projecto se destina a proteger os interesses geopolíticos de Pequim no Atlântico Norte. A Islândia é membro da NATO e ocupa uma posição estratégica importante entre a Europa e a América do Norte, pelo que tem sido apontada como um potencial ponto de passagem para os navios asiáticos caso as alterações climáticas abram, no futuro, as águas do oceano Ártico à navegação.

Nubo já chegou a acordo com os donos das terras, mas o negócio ainda tem de ser aprovado pelo Governo da Islândia, que detém parte do terreno, conhecido como Grímsstadir á Fjöllum. O terreno localiza-se perto de um porto de águas profundas e de um dos maiores rios de águas glaciares da Islândia.

Ögmundur Jónasson, ministro do Interior da Islândia, que será o responsável governamental pela decisão, já expressou a sua apreensão acerca do negócio, pelos eventuais interesses políticos que lhe podem estar associados. “A China tem estado muito activa a comprar terrenos por todo o mundo, por isso precisamos de estar atentos às ramificações internacionais”, disse o governante, citado pelo Financial Times.

Huang Nubo é o 161º homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, com um património líquido de 890 milhões de euros.


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