Presidente da CIP diz que reafectação dos fundos comunitário pode trazer alguma liquidez às empresas
(PÚBLICO (Arquivo))O alerta foi renovado esta manhã aos microfones da TSF pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, António Saraiva: as empresas estão a ter muitas dificuldades em obter financiamentos, com muitas delas a enfrentarem cobranças de juro que atingem os 12 por cento.
Segundo o presidente da CIP, a taxa de juro que os bancos estão a cobrar às empresas ronda habitualmente os sete a dez por cento, mas às vezes atinge os 12 por cento. Por isso, sublinha, a decisão do governo de pedir uma reafectação dos fundos comunitários para a actividade empresarial, no valor de 21 mil milhões de euros que deveriam chegar até 2013, merece elogios.
“O maior problema com que as empresas portuguesas se debatem é de tesouraria. As empresas não têm a tesouraria saudável pelos atrasos de pagamento e pela ineficiência da Justiça”, uma situação que dificulta ainda mais o acesso ao crédito, que é “praticamente inexistente”, porque as empresas não conseguem “cobrar nos prazos contratualizados”, afirmou António Saraiva.
Com a decisão do governo reafectar os fundos comunitários, as empresas poderão vir a ter “capital disponível para os financiamentos que são necessários”, sublinhou.



