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Relatório anual

Banco de Portugal elogia programa da troika, mas avisa para impacto social “substancial”

19.05.2011 - 16:47 Por Sérgio Aníbal

<p>BdP avisa que o rendimento real das famílias vai sofrer uma queda “sem precendentes” nos próximos anos</p>

BdP avisa que o rendimento real das famílias vai sofrer uma queda “sem precendentes” nos próximos anos

 (Pedro Cunha)
O programa de ajustamento que Portugal acordou com a UE e o FMI vai ter um impacto económico e social “substancial”, mas a sua aplicação é “incontornável”, defende o Banco de Portugal.

No relatório anual hoje publicado, a entidade liderada por Carlos Costa prevê, na sequência da aplicação das medidas de austeridade previstas, a ocorrência em Portugal de uma “recessão prolongada”, que “será acompanhada de uma contracção sem precedentes do rendimento disponível real das famílias e de novos aumentos da taxa de desemprego”. Refere ainda que “a exigência e o impacto económico e social do Programa no curto prazo são substanciais”. No entanto, afirma que o programa da troika “é equilibrado”, que mitiga o impacto “sobre os segmentos mais vulneráveis da população” e que deverá “criar as bases para um crescimento económico sustentável no médio prazo”.

São estes elogios ao programa, em conjunto com a situação financeira actual do país, que levam os responsáveis do Banco de Portugal a concluir que a sua “prossecução estrita é incontornável”. E mais do que isso, que seria desejável “superar os exigentes objectivos fixados para Portugal”, para fazer face aos riscos, internos e externos, que se colocam à execução do programa.

O Banco de Portugal defende ainda, a duas semanas da realização de eleições, que “será essencial assegurar um suporte social e político abrangente e estável, assente numa consciência colectiva dos benefícios das medidas no médio e longo prazo, de forma a conter e diminuir a pressão de interesses instalados e desbloquear impasses institucionais”.

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