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Resultados finais das provas de resistência à banca

Bancos portugueses passam nos testes, BCP tem de reforçar capital

15.07.2011 - 17:30 Por Cristina Ferreira, Pedro Crisóstomo

<p>A nível europeu, chumbaram oito bancos</p>

A nível europeu, chumbaram oito bancos

 (Francois Lenoir/Reuters)
O BPI, a Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o BES passaram nas provas de resistência ao sistema financeiro europeu. Todos ficaram acima do mínimo de cinco por cento de rácio de capital exigido para superar os testes. Mas o BCP terá de reforçar os rácios de capital.

Os quatro grupos bancários portugueses já sabiam desde ontem que tinham superado as provas, informação que a Autoridade Bancária Europeia, a entidade que conduziu a avaliação à saúde financeira dos bancos, acaba de confirmar com a divulgação oficial dos resultados.

A nível europeu, dos 91 bancos avaliados, oito falharam os exames e há ainda um banco alemão, o Helaba, que recusou que os seus resultados fossem publicados. Ao todo, chumbaram cinco instiruições espanholas, duas gregas e uma austríaca.

Os quatro bancos portugueses, que representam cerca de 70 por cento do sistema financeiro nacional, apresentam rácios de resistência (o Core Tier I, que mede a solvabilidade de uma instituição) superiores a cinco por cento. A nível global, Portugal ficou, a par com o Chipre, com o rácio de capital mais baixo entre os países avaliados, nos 5,7 por cento. Note-se, no entanto, que os critérios são diferentes de país para país.

O Banco Português de Investimento (BPI) volta a ser a instituição portuguesa mais resistente aos cenários macroeconómicos mais adversos. O banco liderado por Fernando Ulrich registou um rácio de solvabilidade de 6,9 por cento, a CGD de 6,2 por cento, o BCP de 5,4 e o BES de 6,2 por cento.

As provas de resistência simularam cenários adversos para verificar até que ponto os bancos suportam as condições de stress a que são submetidos. Entre os pressupostos da avaliação estiveram, por exemplo, equações como a redução da margem financeira em cerca de 100 milhões de euros por ano num cenário de subida das taxas de juro, o aumento do custo do financiamento dos bancos junto do Banco Central Europeu (BCE) até ao próximo ano ou uma evolução negativa das bolsas europeias de 15 por cento.

Para o presidente do Banco de Portugal, Carlos Costa, “os resultados evidenciam que os bancos portuguese analisados superaram confortavelmente o capital mínimo fixado para o exercício, isto é, o Core Tier One em situação de extremo stress”. O que, sustentou, durante a apresentação dos resultados para os bancos portugueses, demostra “a resiliência dos sector bancário português“.

Não obstante, o supervisor bancário decidiu “que os bancos devem reforçar o capital para o mínimo de seis por cento” (o que corresponde a dez por cento de acordo com os critérios do Banco de Portugal), para que todos “estejam em condições de enfrentar com maior segurança cenários adversos”.

Como o banco liderado por Carlos Santos Ferreira e a Espírito Santo Financial Group, holding que detém o banco presidido por Ricardo Salgado, ficaram abaixo dos seis por cento irão desenvolver medidas para reforçarem os seus balanços no período de três meses, por via de aumentos de capital ou alienação de activos.

No entanto, no caso da holding do BES, a Autoridade Bancária Europeia refere que as medidas tomadas pela instituição entre o final de Abril e a publicação dos resultados, hoje, são suficientes para atingir esses seis por cento.

No caso do BCP, o Banco de Portugal deu três meses para a instituição reforçar o Cor Tier I, medidas que o BCP já tomou e que foram aprovadas pelo BdP. A autoridade europeia considera que as medidas que estão a ser tomadas, a serem concretizadas até ao final de Setembro, serão suficientes para atingir aquele patamar.


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Muito Prozac

Para evitar stress.

Francisco Coelho

15.07.2011 18:14