O Banco de Portugal, liderado por Carlos Costa, divulgou os resultados dos testes
(Foto: Jorge Miguel Gonçalves)Os quatro bancos portugueses – Caixa Geral de Depósitos (CGD), BPI, BCP e Espírito Santo Financial Group, dono do BES – passaram nos testes de resistência a que foram submetidos, juntamente com 87 instituições financeiras europeias. A necessidade de recapitalização está, assim, afastada.
O Banco de Portugal (BdP) acaba de divulgar os resultados dos testes de stress, que mostram que “os quatro grupos bancários portugueses revelaram um elevado grau de resistência ao cenário adverso”.
O regulador especifica que “todos os grupos bancários apresentaram rácios de capital Tier 1 superiores a seis por cento em 2010 e 2011”, o que era a condição fundamental para os bancos passarem no teste. Este rácio mede a proporção de capital próprio de um banco face aos activos ponderados pelo risco e é geralmente usado como medida da saúde financeira de uma instituição.
Apesar dos bons resultados, o BdP destaca que houve “uma significativa redução nos níveis de rendibilidade e solvabilidade no cenário adverso, por comparação com o cenário de referência”. Ainda assim, os testes de stress mostram que os bancos portugueses estão sólidos, o que vem afastar “medidas de recapitalização”.
O banco BPI foi o que ficou mais bem posicionado nos testes, tendo em conta o rácio Tier 1 após dois cenários adversos a que todas as instituições foram submetidas: recessão e choque adicional de risco soberano. Do lado oposto, com rácio menor mas ainda assim superior a seis por cento ficou o Espírito Santo Financial Group.
Em segundo lugar, depois do BPI, ficou o BCP, seguido da Caixa Geral de Depósitos.
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