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BCE mantém medidas excepcionais de apoio ao sector financeiro

02.09.2010 - 18:13 Por Lusa

O Banco Central Europeu (BCE) vai manter as medidas excepcionais de apoio ao sistema financeiro, mesmo depois de ter revisto em alta as perspectivas de crescimento para 2010 e 2011.

De acordo com a imprensa internacional, esta decisão era esperada pelos analistas devido à continuação da incerteza quanto ao abrandamento da economia europeia e mundial.

A instituição vai realizar três novas operações de empréstimos aos bancos até Dezembro “a taxa fixa e volume ilimitado”, disse hoje o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do conselho de governadores da instituição.

Estas operações vão continuar “enquanto for necessário”, e pelo menos até Janeiro de 2011, acrescentou o responsável.

Trichet disse ainda que estas medidas foram tomadas por “consenso”, o que significa que alguns membros do conselho de governadores votaram contra.

No entanto, o processo de retirada das medidas excepcionais “vai continuar”, avisou.

As operações de crédito do banco central são consideradas cruciais para diversos bancos da zona euro, incluindo gregos e espanhóis, que lutam contra a falta de liquidez.

Também hoje o BCE reviu em alta as previsões de crescimento para 2010 em 1,6 por cento face à anterior previsão de um por cento, declarou o presidente da instituição monetária, Jean-Claude Trichet.

O crescimento será impulsionado em especial pela Alemanha, cujo PIB deverá aumentar cerca de 3 por cento este ano, segundo o banco central alemão.

Em 2011, o crescimento deverá chegar a 1,4 por cento face aos 1,2 por cento anteriores.

O BCE reviu ainda em alta as estimativas da inflação na zona euro para 1,6 por cento em 2010 e 1,7 por cento em 2011, face aos anteriores 1,5 e 1,6 por cento.

Ainda hoje, o Banco Central Europeu decidiu manter a sua principal taxa de juro de referência em um por cento pelo 16.º mês consecutivo.

O conselho de governadores do BCE baixou em Maio de 2009 o preço do dinheiro para um por cento, o valor mais baixo de sempre desta taxa desde a criação da união monetária em 1999, com o objectivo de ajudar à recuperação da economia.



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