Belmiro de Azevedo: “A maior parte das pessoas competentes não tem currículo partidário” 
15.04.2011 - 09:01 Por PÚBLICO
Belmiro afirma que o pior que podia acontecer era Portugal sair da zona euro
(Nélson Garrido (arquivo))“A maioria das pessoas competentes não têm currículo partidário”, defendeu ontem Belmiro de Azevedo em entrevista na RTP. O patrão da Sonae criticou também os partidos de fazerem “jogos florais” e de disfarçarem o que têm de fazer face à crise que o país atravessa.
Belmiro de Azevedo defendeu a adesão à União Europeia, que no seu ponto de vista beneficiou “enormemente o país” mas afirma que o país não está a ser um bom aluno neste momento. E afirma que o pior que podia acontecer ao país era sair da zona Euro. “Ai de nós se saírmos do Euro. Regressamos à Idade Média”.
Sobre o peso do aparelho do Estado nas contas do país, Belmiro Azevedo acusa a administração pública de ter muitos funcionários que não estão ocupados e de muitos funcionários públicos terem ordenados mais elevados do que muitos jovens bem preparados empregados pela Sonae.
Sobre a crise da banca Belmiro de Azevedo alerta para a inevitabilidade de reduzir o investimento face ao fim do crédito, algo que não gostaria de fazer uma vez que pode estar em causa o futuro de Portugal.
Belmiro de Azevedo defende que as coligações políticas só servem por períodos curtos e que o ideal seria ter um Governo maioritário saído das eleições de Junho.


