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Dagong

BES inicia contactos com agência de rating chinesa

14.07.2011 - 17:58 Por Cristina Ferreira

 (Sara Matos)
O Banco Espírito Santo iniciou contactos com a agência de notação financeira chinesa Dagong, aguardando neste momento pelo parecer do Banco Central Europeu (BCE).


Fonte oficial do BES confirmou a aproximação à Dagong, a maior agência de rating asiática, que terá por objectivo, entre outras matérias, dotar o banco de mecanismos que lhe permitam ir levantar fundos à China e emitir divida em moeda local. A Dagong não é reconhecida pelo BCE para validar os activos que a instituição europeia recebe como colaterais para conceder liquidez. Apenas os activos com rating atribuído pela Standad and Poor's (S&P), Moody’s, Fitch e pela canadiana DBRS são reconhecidos. Note-se que no actual quadro de fecho dos mercados para os bancos nacionais, o BCE é uma das suas principais fontes de financiamento.

No final de 2010, Ricardo Salgado, presidente do BES, anunciou que ia prescindir dos serviços da Fitch (uma das três grandes agências norte-americanas), por entender que esta não estava a actuar de modo correcto ao baixar o rating do banco que lidera. Apesar de ter rasgado o acordo com a Fitch, o BES continua cliente da S&P e da Moody’s, facto que lhe garante o financiamento do BCE. Em alternativa à Fitch contratou a agência de rating canadiana.

Recentemente, em declarações ao semanário SOL, Chen Jialin, director-adjunto do departamento internacional da Dagong, criticou as três agências de notação de crédito norte-americanas (S&P, Moody’s e Fictch), que controlam 95 por cento do mercado global, alegando que só “acordaram” para a elevada dívida dos EUA, cerca de 100 por cento do PIB, devido “à pressão da opinião pública”, e não por iniciativa própria. Isto, apesar do «estado de insolvência e das crescentes dificuldades do país em pagar a dívida” da maior economia do mundo que está a “colapsar”. A Dagong alerta para a situação “de quase insolvência dos EUA”.

Para Jialin “o silêncio tornou-se a opção unânime entre” a S&P, a Moody´s e a Fitch, que atribuem boa nota à divida dos EUA, que classificam de AAA-, grande capacidade de cumprir com as responsabilidades. Já a Dagong cortou recentemente a notação dos EUA de AA para A+. A Dagong classifica Portugal com o rating BBB+, atribuindo ao Luxemburgo o nível mais elevado, AAA e à Ucrânia o mais baixo, B.

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