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Negócio

BMG Rights compra dona dos direitos musicais de Tom Jones e Blondie

26.11.2010 - 17:01 Por Ana Rita Faria

 (Ana Maria Coelho/arquivo)
A BMG Rights Management alargou o seu império de direitos musicais ao comprar a empresa que tem o catálogo de artistas como Tom Jones e Blondie.

Foram anos e anos de namoro, de abordagens e reuniões para firmar um acordo, mas só hoje a alemã BMG Rights e a britânica Chrysalis decidiram dar o enlace. As cerca de 100 mil músicas da editora londrina passam agora para as mãos da BMG Rights Management, o que envolve a “transferência” de artistas como Tom Jones, Blondie e Engelbert Humperdinck e as verbas dos direitos sobre músicas dos Beatles que pertencem ao antigo produtor do grupo, George Martin.

Em comunicado, a Chrysalis revela que o acordo, que está ainda sujeito à aprovação dos accionistas, avalia a empresa em 107,4 milhões de libras (cerca de 126,7 milhões de euros).

O presidente executivo da BMG Rights, Hartwig Masuch, tinha já deixado claro no ano passado que “andava às compras” de catálogos, aproveitando a crise do mercado da edição de música, que tem visto os seus lucros esvaírem-se devido à pirataria e às vendas de música online.

Uma das mais-valias trazidas pela Chrysalis é o acordo com a Apple. A empresa detida por Steve Jobs começou a vender no início deste mês as músicas dos Beatles através do seu serviço de download de música, o iTunes. De acordo com o presidente da Chrysalis, Chris Wright, que fundou a editora em 1967, este negócio irá trazer um lucro extra de 500 mil libras (590 mil euros) no próximo ano.

A BGM Rights adiantou já que iria continuar a rondar o mercado, à procura de novas oportunidades de compra de catálogos e direitos musicais.

A BGM Rights Management foi criada em 2008 como uma joint-venture entre o grupo alemão de media Bertelsmann (que detinha até há bem pouco as livrarias Bertrand em Portugal) e a firma de investimento KKR. A criação da empresa gestora de direitos musicais seguiu-se à venda da editora de música BMG (Bertelsmann Music Group) à Sony Music Entertainment.

A Chrysalis tem uma história parecida. Criada em 1967, a empresa gestora de direitos musicais tinha anteriormente um negócio de edição, que foi vendido nos anos 90 à EMI.

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Porreiro!

Agora é só encostarem-se na cadeira e facturar com o trabalho dos outros durante ...

zepagode

26.11.2010 22:56