Portagens renderam 590,3 milhões
(Pedro Cunha)A conta de resultados líquidos da Brisa atingiu, no exercício de 2009, um saldo positivo de 158,4 milhões de euros. De acordo com o relatório e contas hoje divulgado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, a administração liderada por Vasco de Mello vai propor aos accionistas o pagamento de um dividendo de 0,31 cêntimos por acção.
Segundo o relatorio divulgado, os proveitos operacionais em 2009 decresceram 1,3 por cento face a 2008, e atingiram os 677 milhões de euros. Destes, as receitas de portagem continuam a desempenhar a principal fatia, ao assegurarem um valor de 590.3 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 7,7 milhões de euros face ao período homólogo.
A Brisa assume a gestão de seis concessões rodoviárias, e tem naquela que chama de Concessão principal (uma rede que integra 11 auto-estradas, num total de 1 116 km concessionados até 2035) a principal responsável pelos seus proveitos, que pesam cerca de 64 por cento no balanço do grupo, e que “as outras concessões representam um valor semelhante ao ano de 2008”.
No mesmo relatório o grupo de Vasco de Mello informa que durante o ano de 2009 a Brisa registou investimentos na ordem dos 115 milhões de euros, gerados principalmente nas Concessões Brisa e Atlântico, e que a 31 de Dezembro de 2009, o grupo tinha assumido compromissos relativos a estudos e construção de lanços de auto-estrada no valor de 122, 8 milhões de euros, dos quais, aproximadamente, 52 700 milhares de Euros se encontram pendentes de execução.



