Bruxelas alarga aos 27 as previsões de crescimento e inflação para este ano 
22.02.2012 - 18:14 Por Lusa
Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos
(Foto: Georges Gobet/AFP )A Comissão Europeia vai apresentar quinta-feira, em Bruxelas, as previsões económicas intercalares, alargando excepcionalmente este ano aos 27 Estados-membros as projecções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação para 2012.
Tradicionalmente, as previsões interinas -- publicadas em Fevereiro e Setembro, entre as (mais extensas) previsões económicas do outono (Novembro) e primavera (maio) -- apenas actualizam as projecções para o ano corrente de dois indicadores (crescimento do PIB e inflação) para os sete maiores Estados-membros (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Espanha, Holanda e Polónia), assim como agregados da zona euro e UE.
Todavia, este ano, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, “decidiu excepcionalmente pedir aos seus serviços” que alargasse as previsões aos 27 Estados-membros “devido às rápidas alterações nas circunstâncias económicas”, explicou hoje o seu porta-voz, Amadeu Altafaj Tardio.
Nas últimas previsões, em Novembro passado, Bruxelas reviu em baixa as projecções que fizera na Primavera, estimando que a economia da zona euro crescesse afinal apenas 0,5% em 2012 (contra os 1,9 antecipados em Maio), e advertiu para os “riscos reais” de uma nova recessão.
“A recuperação da economia da UE parou. A confiança deteriorou-se acentuadamente e está a afectar o investimento e o consumo, o enfraquecimento do crescimento global está a prender o aumento as exportações, e a urgente consolidação orçamental está a pesar sobre a procura doméstica”, alertou na altura o executivo comunitário.
Já quanto à inflação, Bruxelas previu em Novembro que descesse de 2,6% em 2011 para 1,7% este ano.
As previsões intercalares serão apresentadas na quinta-feira ao final da manhã em Bruxelas pelo comissário Rehn, uma semana antes da chamada “Cimeira da Primavera”, o Conselho Europeu de Março, agendado para os dias 1 e 2, tradicionalmente dedicado a assuntos económicos, e que este ano se deverá focar no crescimento e emprego.


