Vice-presidente da Comissão Europeia manifestou-se hoje contra a intervenção dos governos em decisões empresariais, em reacção à utilização da golden share no negócio da Vivo
A vice-presidente da Comissão Europeia, Neelie Kroes manifestou-se hoje contra a intervenção dos governos em decisões empresariais, comentando a posição do Estado português contra a venda à Telefónica da participação da PT na Vivo.
Falando antes de ser conhecido o uso da golden share do Estado português para vetar o negócio, Neelie Kroes, citada pela agência noticiosa espanhola Efe, disse defender acções transfronteiriças e que “não devem existir barreiras” para que as empresas tenham serviços melhores.
“As medidas nacionalistas ou proteccionistas passaram de moda”, disse Kroes, que é também a Comissária para a Agenda Digistal.
A comissária falava em conferência de imprensa, após o segundo Encontro Internacional com a Industria Europeia das Tecnologias de Informação e Comunicação.
Questionada sobre as participações governamentais em diversas operadoras europeias de telecomunicações, Kroes afirmou, citada pela Efe, que sempre trabalhou a favor da privatização das actividades económicas, mas que na sua posição actual não tem responsabilidades na matéria.
A ex-comissária da Concorrência acrescentou que as empresas estatais devem seguir as mesmas regras que as privadas, já que “todas são iguais”.
O representante da posição do Estado na PT anunciou na assembleia geral que votou contra o negócio, utilizando a golden share (500 acções de classe A) que permite vetar decisões estratégicas para a empresa.
Apesar de a maioria dos accionista ter dado luz verde à venda, o presidente da mesa da assembleia geral (AG) deu como terminados os trabalhos depois de ter aceite o voto contra do Estado que inviabiliza, para já, o negócio.



