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Declarações do ministro da Economia

Caminhos do Governo são “estreitos” para impedir subida do risco da dívida pública

08.09.2010 - 13:02 Por Lusa

O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse hoje que não há muito que o Governo possa fazer para impedir que o risco da dívida pública portuguesa continue a subir nos mercados internacionais.

“Para responder a essa situação, os nossos caminhos são estreitos”, disse Vieira da Silva aos jornalistas à margem do seminário económico e financeiro “Discover Luxembourg”, em Lisboa, com a presença do Grão-Duque do Luxemburgo.

Ontem, o risco da dívida pública portuguesa chegou a ser o que mais subia no mundo, com os credit default swaps (CDS) – os títulos que protegem o investidor de eventuais riscos da dívida soberana - associados aos títulos de dívida pública portugueses com maturidade a dez anos a agravarem-se e com Portugal a situar-se entre os dez países com maior risco de incumprimento.

Também a diferença entre comprar dívida pública portuguesa e alemã atingiu ontem um dos níveis mais altos de sempre, com os investidores a exigirem um prémio elevado para comprar dívida soberana de Portugal.

Para Vieira da Silva, a única forma de o Governo responder a esta situação é “cumprir” o seu “papel e levar a cabo com determinação as políticas” a que se propôs.

No entanto, o governante acrescentou que “este é um problema que existe em toda a Europa e com uma escala que nos ultrapassa”.

Já hoje, o Estado português colocou no mercado 1,039 mil milhões de euros em duas emissões de obrigações com maturidades em 2013 e em 2021, dentro dos valores previstos, com os juros a superarem os das últimas emissões semelhantes.

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Comentário + votado

e que tal baixar a despesa e os impostos?

pensão máxima na fp de 1200 euros e só para quem trabalhou 40 anos.

luis

08.09.2010 19:11