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Economista com vasta experiência no sector bancário

Carlos Costa foi nomeado governador do Banco de Portugal

22.04.2010 - 14:54 Por Lusa

<p>Carlos Costa era vice-presidente do BEI</p>

Carlos Costa era vice-presidente do BEI

 (Carlos Lopes (arquivo))
O Governo aprovou hoje uma resolução que nomeia Carlos Costa, até agora vice-presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), para o cargo de governador do Banco de Portugal, em substituição de Vítor Constâncio.

Carlos Costa é economista e tem uma vasta experiência no sector bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia. Com a ida de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BEI) a 1 de Junho, Carlos Costa retorna a Portugal, depois de três anos no Luxemburgo.

Com 60 anos, licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973, a mesma que deu o diploma ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

O economista foi também presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).

No currículo do agora governador do Banco de Portugal está também uma passagem pela direcção da Associação de Bancos Europeus e pelo Conselho Consultivo das Autoridades de Regulamentação dos Mercados de Valores Mobiliários.

Passagem pelo Millennium BCP

Carlos Costa desempenhou o cargo de director-geral do Millennium BCP entre 2000 a 2004, tendo participado no “Conselho Superior para a Reforma do Sistema Financeiro” (1988-1992), que serviu de base à reforma global do quadro legislativo do sistema financeiro português, e chegou também a integrar a administração do Unibanco.

No âmbito da integração europeia, coordenou o Departamento de Assuntos Económicos e Financeiros da Representação Permanente de Portugal junto da Comunidade Europeia (CE) de 1986 a 1992.

Na área universitária, foi professor convidado na Universidade de Aveiro. Ocupou igualmente o cargo de presidente do Conselho de Consultivo da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, além de ter sido docente na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEUP).

No início dos anos 80, Carlos Costa realizou estudos de pós-graduação e investigação na Universidade de Paris I, da Sorbone, e frequentou o Programa de Gestão para Executivos (Sénior Management Programe) do INSEAD (1998).

Exerceu também o cargo de membro não executivo do Conselho de Administração do Instituto nacional de Estatística (INE), de 1990 a 1992, e tem o grau de “Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique”.

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Será Ouro?

Nem tudo o que luz é ouro! .

00SEVEN

23.04.2010 08:23