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PS condena financiamento público de serviços privados

Acordo da troika

Cavaco afasta segundo resgate e diz que Portugal não deve falar em “negociação”

24.02.2012 - 14:48 Por Lusa, PÚBLICO

<p>Cavaco admite que alguns termos do acordo da troika possam ser revistos</p>

Cavaco admite que alguns termos do acordo da troika possam ser revistos

 (Foto: Daniel Rocha)
O Presidente da República afastou hoje a ideia de que Portugal venha a pedir um segundo resgate financeiro. Cavaco Silva defendeu não ser apropriado “utilizar a palavra negociação” da assistência financeira, mesmo que a troika mostre abertura para alterar alguns termos do Memorando de Entendimento. E lembrou que Portugal poderá continuar a beneficiar do suporte europeu se, no fim do programa de ajustamento, tiver dificuldades em financiar-se nos mercados.

Cavaco Silva mostrou-se convicto de que a negociação de um segundo pacote financeiro “não vai acontecer, pelo menos na forma como tem sido apresentado”.

O que ficou acordado com a troika, lembrou, é que “um país cumpridor no seu programa de ajustamento, se no fim continuar com dificuldades de acesso aos mercados financeiros internacionais continuará a beneficiar de apoio das instâncias europeias”.

Cavaco, que falava no final da manhã do primeiro dia da sexta jornada do Roteiro para a Juventude, pronunciava-se, quando confrontado pelos jornalistas, sobre a hipótese levantada na imprensa internacional de Portugal precisar de negociar um segundo resgate financeiro.

Sobre um possível alargamento do prazo do actual programa de ajuda financeira, o Presidente da República disse ser “perfeitamente natural que a troika, ao constatar que se alteraram pressupostos ou que se alteraram situações”, possa “sugerir alterações de alguns termos que constavam do memorando de entendimento”.

As declarações de Cavaco Silva seguem-se a uma entrevista do presidente do Banco Central Europeu, da qual o Wall Street Journal publicou excertos ontem, dando conta de que Mario Draghi também descarta que Portugal venha a pedir um segundo resgate financeiro.

Cavaco considerou, no entanto, natural que alguns termos do acordo da troika possam ser revistos, sem que isso seja interpretado como uma negociação. “Espero que a troika, como tem acontecido, reconheça que tudo aquilo que foi negociado em Abril do ano passado não é algo perfeito e que nunca vai ser alterado mas isso não deve ser qualificado como negociação. Eu penso que Portugal não deve utilizar a palavra negociação porque isso poria em dúvida no exterior a imagem de Portugal”, defendeu.

Defendendo que Portugal é visto como “um país cumpridor, que vai ultrapassar as suas dificuldades”, Cavaco Silva teme que se fosse usada a palavra negociação “isso poderia alterar essa boa imagem de Portugal neste momento nas cenas internacionais”.

“É sabido que o Governo português tem insistido, e bem, que é necessário melhorar as condições de financiamento da nossa economia. Eu penso que isso seria positivo mesmo para que possamos cumprir integralmente as metas que nos foram fixadas”, acrescentou.

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Agora

Vozes de "inteligentes"? nao chegam aos ceus...

KIKO

25.02.2012 02:01