O Presidente da República afirmou hoje esperar que os mercados e os agentes financeiros internacionais façam “uma leitura correcta” da aprovação do Orçamento do Estado para 2011 e advertiu que “vão olhar muito” à sua execução.
Questionado pelos jornalistas após a aprovação do Orçamento do Estado para 2011, Cavaco Silva afirmou esperar que os mercados e os agentes financeiros “façam uma leitura correcta dessa aprovação”.
“Esperamos todos que depois Portugal passe a diferenciar-se de outros países, não apenas por não ter problemas no sistema bancário, de a nossa dívida pública estar na média europeia, por não termos uma bolha imobiliária mas também porque somos muito firmes na execução orçamental”, declarou.
Cavaco Silva advertiu que os mercados “vão olhar muito à execução do Orçamento para 2001” e acrescentou que o Governo lhe transmitiu a informação de que “não existe a mínima dúvida” de que o Orçamento será “executado com todo o rigor”.
Repetindo a ideia que já tinha defendido publicamente de que os agentes políticos e os portugueses em geral devem fazer “o trabalho de casa” para “vencer as dificuldades”, Cavaco Silva afirmou esperar que “não tenham razão” os mercados que “neste momento podem ter algumas dúvidas em relação à execução orçamental”.
“Por isso é que temos que ser muito firmes e na afirmação muito clara de que o Orçamento vai ser executado com todo o rigor”, afirmou, em declarações aos jornalistas no final de uma iniciativa da Associação de Empresários pela Inclusão Social, em Lisboa.



