O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, disse hoje acompanhar “de perto o evoluir da turbulência nos mercados financeiros internacionais naquilo que respeita à dívida soberana de Portugal”, mas recusou comentar o corte do ‘rating’ pela Standard & Poors.
“Eu acompanho de perto o evoluir da turbulência nos mercados financeiros internacionais naquilo que respeita à dívida soberana de Portugal e as vicissitudes diárias por que passa essa turbulência, mas entendo que neste momento não devo fazer qualquer comentário”, afirmou Cavaco Silva, à entrada para a cerimónia de entrega do Prémio Pessoa 2009 ao Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente, na Culturgest.
O chefe de Estado salientou estar numa cerimónia “para homenagear Dom Manuel Clemente, um grande homem da Igreja, da cultura e do mundo, no seu melhor sentido”.
Perante a insistência dos jornalistas, Cavaco reiterou a sua posição: “Penso que não devo fazer neste momento qualquer comentário”.
O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, e a antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, também presentes, recusaram também responder às questões dos jornalistas sobre a nota daquela agência.
Segundo uma nota divulgada hoje, a Standard & Poor’s prevê que a economia portuguesa estagne em 2010 e que o défice orçamental seja reduzido apenas para 4,1 por cento em 2013, contra as previsões do Governo, que apontam para 2,8 por cento.
A agência anuncia o corte do ‘rating’ de longo prazo da República Portuguesa em dois níveis, de A+ para A-, e estima que a economia portuguesa “estagne em 2010”.



