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Para prazos mais curtos, os "velhos" certificados de aforro e os depósitos garantem mais rendimento

Certificados do tesouro compensam a cinco e dez anos

18.06.2010 - 07:51 Por Rosa Soares

<p>Deco afirma que depósitos rendem mais no curto prazo</p>

Deco afirma que depósitos rendem mais no curto prazo

 (Pedro Cunha)
Os novos certificados do tesouro (CT), que o Governo acaba de criar e que podem ser subscritos a partir de 1 de Julho, garantem mais rendimento que os antigos certificados de aforro (CA) para aplicações a cinco e dez anos.

Para aplicações inferiores a cinco anos, os CA e os tradicionais depósitos a prazo garantem maior rentabilidade, conclui um estudo da Proteste Poupança, ontem divulgado.

Levantar certificados de aforro subscritos há mais de dois anos (já com prémios de permanência) só se justifica mesmo para aplicações a cinco e dez anos, ou seja, para quem tem a certeza de não precisar do dinheiro durante esse período, apesar de o poder sempre levantar, mas com perda de alguns juros.

Com um mínimo de subscrição de mil euros, bem mais que os 100 euros dos CA, o novo produto financeiro garante a mesma taxa de juro das obrigações do tesouro a cinco e dez anos, que estão actualmente muito elevadas devido à crise financeira. Como o que conta é o valor da taxa de juro no momento da subscrição, a aplicação de poupanças nos CT pode, neste momento, ser interessante, desde que a lógica de investimento seja mesmo a de médio e longo prazo.

Entre o primeiro e o quarto ano de vida dos CT, é garantida uma taxa de juro equivalente aos bilhetes do tesouro ou da euribor a 12 meses, o que, segundo as contas da Proteste Poupança, corresponderá a uma taxa de juro líquida de um por cento. Só se a aplicação se mantiver até ao quinto ano é que é feito um acerto nos juros pagos tendo por base as obrigações do tesouro a cinco anos, o que atira a taxa de anual líquida para os 3,3 por cento. Até ao nono ano é paga a taxa de 3,3 por cento e só no décimo ano é feito o acerto pelo valor das obrigações do tesouro a dez anos (à data da subscrição), o que dá, aos valores de mercado actuais, uma taxa de 4,3 por cento líquida.

Segundo a simulação da Proteste Poupança, da associação de defesa do consumidor Deco Proteste, e tendo por base as taxas actuais, quem aplicar mil euros no novo produto financeiro terá, no final de cinco anos, um valor acumulado 1255 euros líquidos, e no final de 10 anos 1524 euros.

Apesar do baixo valor das taxas euribor (embora em ritmo de subida), a que estão associados os certificados de aforro, a aplicação de mil euros garante um rendimento superior aos CT para prazos inferiores a cinco anos. Para certificados há mais de quatro anos, a taxa de rendimento é de dois por cento. Nos tradicionais depósitos a prazo também é fácil encontrar ofertas superiores ao que os CT garantem até ao quarto ano de aplicação.

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Anónimo

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