CGD confirma cortes, trabalhadores do BdP já receberam subsídio de férias 
13.01.2012 - 19:47 Por Pedro Crisóstomo
Comissão de Trabalhadores da CGD diz que o Governo está a fazer um ataque ao banco público
(Foto: Filipe Arruda/Arquivo)Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foram informados esta tarde pela comissão executiva do banco público de que os subsídios de Natal e férias estão suspensos. Aos funcionários do Banco de Portugal (BdP), o supervisor bancário já fez o pagamento do subsídio de férias, avançou hoje a Rádio Renascença.
A informação sobre a suspensão dos subsídios na CGD, avançada pela TSF, foi confirmada pelo PÚBLICO junto do banco público, que nada mais diz sobre esta decisão.
Os funcionários decidiram em plenário, na última terça-feira, avançar para tribunal logo que os cortes fossem confirmados pela CGD. O PÚBLICO tentou contactar, sem sucesso, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), que tem um processo movido em relação aos cortes salariais de 2011.
Quem já garantiu que vai manter o pagamento dos subsídios de férias e Natal este ano foi o Banco de Portugal. Segundo avançou hoje a Rádio Renascença, os trabalhadores do supervisor bancário já receberam o subsídio de férias de 2012 sem cortes (por norma, este subsídio é pago no primeiro mês de cada ano).
Pelos cortes previstos no Orçamento de Estado para este ano é abrangida a função pública e o sector empresarial do Estado. Para além dos funcionários da CGD, vários sindicatos de empresas públicas já tomaram medidas para estudar meios para interpor processos contra os cortes previstos, como são os casos dos trabalhadores da TAP, ANA, CP e NAV.
Palmira Areal, membro da Comissão de Trabalhadores da CGD, acusou, em declarações à TSF, o Governo de estar a fazer um “ataque” não apenas “aos trabalhadores, mas também à Caixa”.
Embora não se refira a acções concretas para travar a suspensão dos subsídios, Palmira Areal garante que os trabalhadores vão “continuar a lutar”, para não serem acusados de passividade e “de assistir à destruição” do banco público.


