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UE e Brasil negoceiam acordos que podem prejudicar a TAP

Na UGT esta hipótese nem sequer está em cima da mesa

CGTP deixa greve geral para depois das férias

26.05.2010 - 07:52 Por Raquel Martins

 (PÚBLICO)
Nenhuma forma de luta está excluída e em momento oportuno será anunciada uma greve geral. Esta é a posição oficial da CGTP, que se tem desdobrado em acções de protesto contra as medidas de austeridade tomadas pelo Governo, mas dentro da maior central sindical portuguesa ganha terreno a ideia de que só depois das férias faz sentido convocar uma greve.

Na UGT esta é uma hipótese que nem sequer está em cima da mesa, pelo menos para já.

Neste momento, as atenções da CGTP estão concentradas na manifestação marcada para o próximo sábado para contestar o aumento dos impostos, o congelamento dos salários e o desemprego crescente e que Arménio Carlos, dirigente da central, garante que terá uma "grande participação". Nesse dia serão anunciadas "novas formas de luta", mas pode ser ainda cedo para marcar a greve geral.

"Desde o Orçamento do Estado que o Governo tem vindo a anunciar medidas que prejudicam os trabalhadores e tudo indica que não vai ficar por aqui. Amanhã [hoje] vamos discutir um Pacto para o Emprego onde o Governo se prepara para fazer mais cedências aos patrões. O momento para a greve geral será anunciado quando acharmos mais adequado", resume Arménio Carlos. E mesmo entre os dirigentes mais ligados ao PCP não se quer arriscar uma greve com fraca participação por causa das férias que se avizinham.

A ministra do Trabalho respondeu ontem à ameaça de greve geral feita pela CGTP com um apelo ao "empenho" de todos os portugueses para que se unam para ultrapassar a crise. O Governo "respeita tudo aquilo que são os direitos de manifestação e o direito à greve", mas, perante a "situação difícil no país", é necessário "que todos possam dar as mãos para podermos ultrapassar esta dificuldade", disse Helena André.

"Precisamos do empenho de todos", alertou, citada pela TSF na véspera de um encontro com os parceiros sociais para discutir o fim de alguns dos apoios ao emprego e às empresas criados para responder à crise e para iniciar o debate sobre o Pacto para o Emprego, uma medida prevista no programa do Governo para reforçar a empregabilidade.

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