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Acordo laboral

CGTP pondera processo-crime contra a UGT

19.01.2012 - 10:42 Por Nuno Ribeiro

<p>O secretário-geral da UGT, João Proença, ontem, após assinar o acordo</p>

O secretário-geral da UGT, João Proença, ontem, após assinar o acordo

 (Foto: Enric Vives-Rubio)
A CGTP pondera apresentar um processo-crime contra a UGT, apurou o PÚBLICO junto de um alto quadro da central liderada por Manuel Carvalho da Silva. A decisão será tomada ainda nesta quinta-feira.

Esta iniciativa surge na sequência de declarações de João Proença, secretário-geral da UGT, segundo as quais dirigentes do sector maioritário da Intersindical tinham pedido à UGT que assinasse com as organizações empresariais o “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” ontem subscrito sem a adesão da CGTP.

O processo-crime culmina uma escalada de acusações entre as duas centrais sindicais, a pouco mais de uma semana do Congresso da CGTP no qual Carvalho da Silva sai de secretário-geral.

Hoje, quinta-feira, em declarações à Antena 1, o secretário-geral da UGT, João Proença, disse que foi incentivado por altos dirigentes da CGTP a negociar o acordo de Concertação Social. “Eu acho que, para a CGTP, foi muito importante que a UGT tivesse feito o acordo, e quero dizer que até houve contactos particulares de dirigentes não socialistas da CGTP no sentido de incentivar a UGT a negociar”, afirmou.

A CGTP emitiu entretanto um comunicado, no qual “repudia as declarações injuriosas e difamatórias” de João Proença. “Tais declarações, para além de falsas, demonstram que perante o repúdio generalizado da opinião pública, o secretário-geral da UGT não olha a meios para tentar justificar um vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores.”

A Intersindical reitera ainda, na mesma nota, que o acordo assinado em sede de Concertação Social “visa entregar aos patrões todo o poder para despedir, para alterar os horários a seu belo prazer, generalizar a precariedade, para voltar a colocar o trabalho ao sábado, reduzir os salários e outras formas de retribuição, destruir a contratação colectiva substituindo-a pela relação individual de trabalho, diminuir ainda mais a protecção social dos desempregados”.

“Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações”, informa o comunicado.

Notícia actualizada às 10h53

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