O iuan valorizou cerca de três por cento face ao dólar desde Junho
(Petar Kujundzic/Reuters)O Banco central da China comprometeu-se esta quinta-feira a reforçar a flexibilidade da taxa de câmbio do iuan. A dias de Hu Jintao ser recebido por Barack Obama, Pequim lembrou, no entanto, que a moeda chinesa não é a principal causa do desequilíbrio comercial com os Estados Unidos.
Desde Junho, o iuan valorizou cerca de três por cento face ao dólar e Pequim quer “reforçar” a flexibilidade da taxa de câmbio da sua moeda, mantendo-a a um “nível razoável e equilibrado”, lê-se num comunicado do banco central citado pela AFP.
O compromisso foi entretanto assumido pelo Governo, que confirmou, através do porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hong Lei, que a reforma dos mecanismos de formação da cotação da sua moeda vai ser feita com base “nos princípios de manutenção da progressão gradual”. Isto depois de ontem a Casa Branca deixado um recado a Pequim, ao dizer que a China “tem de tomar medidas para reequilibrar a sua divisa”.
Washington insiste em pressionar a China para acelerar a apreciação da moeda – compromisso assumido em Junho –, ao mesmo tempo que acusa Pequim de manter a divisa chinesa em valores artificialmente baixos.
Mas Pequim voltou hoje a repetir que a causa principal do défice comercial dos Estados Unidos com a China não é a sua taxa cambial, e lembrou ter medidas para aumentar as importações dos Estados Unidos e reequilibrar a relação comercial entre os dois países.
São precisamente os “desequilíbrios económicos globais” que vão estar em cima da mesa quando o Presidente chinês, Hu Jintao, se encontrar com Barack Obama na Casa Branca a 19 de Janeiro. Do lado norte-americano, o Presidente “vai continuar a insistir nesse ponto, quando o Presidente Hu aqui estiver”, lembrou ontem o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.



