CIP é presidida por António Saraiva
(Shamila Mussa/arquivo)A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) admite que a contribuição extraordinária em IRS, já aprovada pelo Governo, terá efeitos recessivos. Mas alerta que “um agravamento da carga fiscal sobre as empresas produziria um efeito negativo ainda mais amplo”.
Esta chamada de atenção ao Governo é feita numa nota sobre o programa do Governo libertada hoje por ocasião de um encontro da CIP e da sua congénere espanhola, CEOE, com Pedro Passos Coelho.
Num documento de onze páginas, a CIP faz referência aos riscos de mais algum agravamento de impostos, seja sobre os cidadãos ou sobre as empresas, que, no último caso, “comprometerão ainda mais o aumento das exportações, o crescimento económico e o emprego”. A CIP faz do programa do Governo uma “avaliação globalmente positiva”. Mas adianta que “essa avaliação carece, todavia, de ser demonstrada no curto prazo, aguardando-se com grande expectativa o anúncio das medidas já identificadas”.
Concorda com as alteração ao Código do Trabalho anunciadas. Mas espera a concretização das medidas quanto à renovação dos contratos a prazo; considera “fortemente duvidoso” que se conceda subsídio de desemprego aos responsáveis de pessoas colectivas e teme que as referências às injustiças com os “falsos recibos verdes” se traduzam em mais custos para as empresas.



