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PSI20

António Saraiva crítico do adiamento da idade da reforma

CIP defende redução de férias para 22 dias

18.05.2011 - 15:46 Por PÚBLICO, Lusa

<p>António Saraiva diz que Portugal perdeu alguma liberdade de acção com pedido de ajuda externa</p>

António Saraiva diz que Portugal perdeu alguma liberdade de acção com pedido de ajuda externa

 (Pedro Cunha)
O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, considera que devem ser retomados os 22 dias de férias, em vez dos actuais 25, para os trabalhadores portugueses, como forma de diminuir o custo unitário do trabalho e aumentar a competitividade.

António Saraiva lembrou que, quando foi decidido o aumento do número de dias de férias para 25 dias úteis – “premiando aqueles que não faltam” – a CIP considerou a medida errada. “Todos nós temos a obrigação de trabalhar mais e melhor”, defendeu, criticando que se premeie “uma coisa que deve ser natural, que é a comparência ao trabalho”.

Para António Saraiva, a posição assumida pela chanceler alemã, Angela Merkel – que exigiu a unificação da idade da reforma e dos períodos de férias na União Europeia e criticou os sistemas vigentes na Grécia, Espanha e Portugal – é “natural”. “Quando somos obrigados a pedir ajuda externa perdemos alguma da nossa liberdade de acção”.

“É natural que os nossos credores e, desde logo, a Alemanha, venham tentar impor condições diferentes daquelas a que estamos habituados”, explicou, embora ressalvando que cada país da União Europeia tenha a suas especificidades “e instituições próprias”.

Merkel saiu ainda em defesa do adiamento da idade da reforma (a Alemanha vai passar de forma gradual dos actuais 65 para os 67 anos a partir do próximo ano até 2029), “velha pretensão da União Europeia” que António Saraiva criticou.

“A economia portuguesa tem de se tornar mais competitiva e os custos unitários do trabalho têm que ser melhorados, quer pelo lado da taxa social única, quer pelo tempo de trabalho”, defendeu o presidente da CIP, para quem a solução deve passar por um equilíbrio para “não ser necessário compensar com penalizações fiscais para diferenciar positivamente alguns sectores e empresas mais expostos à concorrência internacional”.

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concluindo

Resumindo, vamos por nas costas do trabalhador e retirar do patrão os sacrifícios. Acho ...

Duarte Nuno

18.05.2011 16:34