Clientes do BPN preparam providência cautelar para travar privatização 
08.10.2010 - 09:15 Por Raquel Almeida Correia
Protestos à porta de balcões do BPN têm sido frequentes
(Foto: Fernando Veludo/NFACTOS)Acção vai ser movida pela associação de clientes, que estará hoje reunida com a administração do BPN
A associação dos clientes do BPN está à espera de fazer um ano de existência, na quarta-feira, para interpor uma providência cautelar que impeça a privatização do banco até que seja resolvida a situação dos clientes.
A acção judicial vai ser apresentada pela própria associação e não por clientes em nome individual, já que, a partir do momento em que aquela completa um ano, passa a poder representar os seus associados colectivamente, disse à Lusa o presidente, António Henriques.
“A associação faz um ano [de existência] no dia 13 e a lei diz que, desde que tenha um ano e 100 associados, pode começar a representá-los em termos jurídicos”, explicou.
De acordo com este responsável, o novo estatuto vai permitir à associação “apresentar-se de outra forma que não só a via diplomática que tem utilizado, mas também pela via judicial, se for caso disso”.
Hoje, a associação vai reunir-se com a administração do BPN para conhecer a situação do “papel comercial do CNE (Cimentos Nacionais e Estrangeiros)”, cimenteira detida em 99 por cento pela ex-Sociedade Lusa de Negócios, agora designada por Galilei, que foi declarada insolvente em Setembro.
Além disso, os clientes do BPN querem saber como o banco pretende salvaguardar o dinheiro dos clientes face às propostas de compra. com Lusa


