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Barroso diz que a recuperação económica está a acontecer na UE de forma desigual Barroso destaca desemprego no seu primeiro discurso de “estado da União”

Durão Barroso no discurso sobre o Estado da União

Comissão Europeia quer o sector financeiro reformado até ao fim de 2011

07.09.2010 - 09:51 Por Paulo Miguel Madeira

<p>Barroso anunciou "uma verdadeira união económica"</p>

Barroso anunciou "uma verdadeira união económica"

 (Foto: Jean-Loos/Reuters)
A Comissão Europeia quer a proibição das vendas “abusivas” de títulos financeiros que não estão na posse do vendedor (naked short selling), mais impostos sobre as actividades financeiras e mais regulação dos produtos derivados e das agências de notação de risco de dívida (rating), disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no discurso sobre o Estado da União.

Alguma destas propostas vão avançar já no Outono, disso Durão Barroso, no seu discurso perante o Parlamento Europeu, esta manhã em Estrasburgo. A taxa sobre as actividades financeiras é analisada hoje no Ecofin (Conselho de Ministros de Economia e Finanças), havendo ainda divergências entre os 27.

A Comissão pretende que o sector financeiro europeu esteja “reformado no final de 2011”.

“Os dias de aposta em que a casa de alguém vai arder chegaram ao fim”, disse Barroso, ao dizer que pretende também “lidar com os credit default swaps” (contratos que seguram contra o risco de incumprimento de uma obrigação financeira).

A Comissão “continua a insistir em que são os bancos, e não os contribuintes, quem tem de pagar antecipadamente os custos dos seus riscos de falência”.

Barroso disse também que chegou a altura de “modernizar a nossa economia social de mercado para podermos competir globalmente” e que pretende apresentar as “propostas legislativas mais urgentes” no dia 29 deste mês.

Prometeu também “dotar a união monetária de uma verdadeira união económica”.

Fazendo o balanço do ano, considerou que a União “suportou o teste” que lhe foi colocado pela crise internacional e que “deu muitas das respostas necessárias” e que “as perspectivas económicas da União são melhores agora do que há um ano”.

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Anónimo

07.09.2010 17:26