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Teixeira dos Santos diz que alterações contabilísticas não terão impacto nas metas de 2011 Teixeira dos Santos: défice sem alterações do Eurostat seria de 6,8%

Défice público de 2010

Comissão Europeia “toma nota” do novo valor mas aguarda validação do Eurostat

31.03.2011 - 12:37 Por Lusa, PÚBLICO

<p>O porta-voz de olli Rehn remeteu a sua posição para mais tarde</p>

O porta-voz de olli Rehn remeteu a sua posição para mais tarde

 (Thierry Roge/ Reuetrs (arquivo))
A Comissão Europeia “toma nota” do novo valor de défice orçamental português para 2010, de 8,6 por cento, anunciado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, mas aguarda a notificação do Eurostat para se pronunciar, disse hoje um porta-voz.

Em declarações à agência Lusa, Amadeu Altafaj Tardio, porta-voz do comissário dos Assuntos Económicos, disse que o executivo comunitário “toma nota” do novo valor de défice para 2010 hoje publicado pelo INE – que revê em alta de 1,8 pontos percentuais aquele anteriormente anunciado, de 6,8 por cento – mas apontou que a Comissão aguarda agora pela notificação do gabinete oficial de estatísticas da UE, Eurostat, agendada para 26 de Abril.

O mesmo porta-voz indicou que, até lá, o Eurostat vai verificar se as contas cumprem todas as normas europeias, designadamente a “nota de orientação” divulgada há duas semanas a explicar aos institutos nacionais de estatística como devem ser classificados os “activos problemáticos” detidos por entidades públicas.

O INE explicou hoje que a revisão em alta do défice para 2010 se deveu à incorporação nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, a que acrescem 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativos ao Banco Privado Português (BPP).

A nova metodologia aplicada em diversos países leva assim no caso de Portugal a uma revisão do défice, previsto em 7,3 por cento, para os 8,6 por cento hoje divulgados. Mas sem os novos dados hoje anunciados o défice ficaria abaixo desse objectivo, em 6,8 por cento.

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Divertido

É mais um facto que demonstra como Sócrates deve ser corrido... mentem com todo o descaramento.

Anónimo

31.03.2011 16:26