Companhias aéreas Iberia e British Airways assinaram hoje contrato de fusão 
08.04.2010 - 08:52 Por Inês Sequeira, Lusa
A fusão tem de ser aprovada pelos accionistas em Novembro
(Albert Gea/Reuters)A Iberia e a British Airways assinaram hoje um contrato de fusão a realizar-se até final deste ano, nos termos e condições de um memorando de acordo assinado em Novembro de 2009.
Numa nota à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) em Madrid, a Iberia explica que a fusão “beneficiaria accionistas, clientes e empregados de ambas as empresas”.
A operação terá de ser aprovada pelos accionistas das duas companhias aéreas no próximo mês de Novembro, prevendo-se que esteja concretizada um mês depois, acrescenta a Iberia numa nota dirigida à imprensa.
Com este negócio nasce um dos maiores grupos aéreos do mundo, baptizado de Internacional Airlines Group, que contará com uma frota de 408 aviões, voará para 200 destinos e espera transportar anualmente mais de 58 milhões de passageiros.
Apesar da fusão, as duas empresas manterão as respectivas marcas e operações, potenciando os hubs operativos de Madrid e Londres.
As autoridades aeronáuticas dos dois países já confirmaram também que será possível manterem os direitos de voo e as respectivas licenças, segundo a nota hoje divulgada.
As empresas prevêem que a fusão pode gerar sinergias de 400 milhões de euros no quinto ano após a concretização deste negócio.
A decisão foi aprovada separadamente pelos conselhos de administração das duas empresas que acordaram, entre outros aspectos, manter o princípio de paridade nos órgãos de gestão da futura empresa.
Mediante este acordo, os accionistas da BA manterão 55 por cento do capital da nova empresa, cabendo aos accionistas da Iberia o controlo dos restantes 45 por cento.
Com receitas conjuntas de 15 mil milhões de euros, as duas empresas têm mais de 63 mil funcionários.
A concretização do negócio está ainda dependente de vários factores, entre os quais a resolução dos problemas de liquidez do fundo de pensões da British Airways. A fusão terá de ser também aprovada pelas autoridades de concorrência, incluindo a Comissão Europeia.
Notícia actualizada às 14h10


