A contenção salarial no Estado e nas empresas públicas, o aumento da idade da reforma e o congelamento das prestações sociais vão aumentar a contestação social nos próximos três anos
"Os tempos vão ser duros e vai haver contestação social", alertou João Proença, o líder da UGT no final da reunião da concertação social. Para a UGT, "não é aceitável" congelar os salários dos funcionários públicos nos próximos três anos, tal como a Segurança Social "não pode ser mexida de forma avulsa". Do lado da CGTP, Carvalho da Silva considerou o programa "profundamente desequilibrado" e que aprofunda "práticas do passado", pelo que será de esperar a mobilização da sociedade contra estas medidas.
Em resposta às ameaças de contestação, António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), lançou um apelo aos partidos e aos sindicatos para que todos façam parte das soluções. "No Parlamento e na concertação social temos que encontrar formas de resolver os nossos problemas. Se o fizermos em concertação é melhor do que em crispação", frisou em nome das restantes confederações patronais. Porém, João Vieira Lopes, da confederação do comércio, foi mais longe e acusou o Governo de apresentar um documento "muito pobre" em medidas que permitam relançar a economia.



