A CP propõe-se suprimir 600 postos de trabalho para cumprir a meta de redução em 15 por cento dos custos de funcionamento no próximo ano, decidida no Orçamento do Estado para 2011.
Esta medida consta do plano que a empresa apresentou ao Governo para atingir aquele objectivo de redução de despesa, segundo o Jornal de Negócios de hoje, que avançou a notícia.
O grupo CP tem cerca de seis mil trabalhadores e a supressão de postos de trabalho, que a administração pretende realizar através de rescisões de contratos, deverá atingir cerca de 200 trabalhadores da transportadora CP e 400 da sua empresa de manutenção, a EMEF (que tem cerca de 1600), segundo explicou àquele jornal o vice-presidente da CP, Vicente Pereira.
O mesmo responsável disse ainda que os custos com as rescisões terão de ser contabilizados autonomamente como custos de reestruturação, para não afectar o objectivo de corte de despesas em 15 por cento, e que “têm de ser vistos pelo Governo”.
Além disso, a empresa pretende que o Governo abra uma excepção à norma legal que limita a 80 em cada três anos o número de trabalhadores com que as empresas possam chegar a acordo de rescisão tendo direito a subsídio de desemprego.
Questionado sobre uma eventual vaga de agitação social na CP devido às rescisões, Vicente Pereira disse que este plano “é compreendido pelos próprios trabalhadores e pelas organizações dos trabalhadores”.



