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Crise

Daniel Bessa diz que não haverá crescimento assinalável nos próximos dez anos

25.02.2012 - 13:48 Por Lusa

<p>Sobre o futuro de Portugal, Daniel Bessa disse que teme “não ver Portugal crescer” em vida</p>

Sobre o futuro de Portugal, Daniel Bessa disse que teme “não ver Portugal crescer” em vida

 (Paulo Pimenta)
O ex-ministro da Economia Daniel Bessa afirmou hoje, em Guimarães, que Portugal “não conhecerá crescimento” assinalável nos próximos dez anos” e que terá de apostar em mercados fora da Europa se “quiser crescer”.

Daniel Bessa recusou ainda um “cenário de ilusão” nas declarações optimistas do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sobre o futuro de Portugal, referindo que “não se pode ser um político activo difundindo mensagens de pessimismo”.

O professor universitário, que falava à margem de um seminário sobre Gestão num Cenário de Mudança na Universidade do Minho, em Guimarães, disse que “não adianta iludir” a situação de dificuldade que o país atravessa e aludiu a erros cometidos no passado.

“Há um preço a pagar por erros que se cometeram e também por alteração das circunstâncias superiores que vieram tornar tudo mais difícil”, afirmou.

Segundo o economista, “a Europa crescerá muito pouco e se Portugal quiser crescer vai ter que se virar para outros destinos, para outros mercados”.

Sobre o futuro de Portugal, Daniel Bessa disse que não pensa “morrer cedo”, mas teme “não ver Portugal crescer” em vida.

“Com isto quero dizer que nos próximos 10 anos, será muito difícil que Portugal regresse a um crescimento do tipo que conhecemos”, afirmou.

Confrontado com declarações optimistas de Cavaco Silva, o ex-ministro de António Guterres afirmou que “cada profissão tem as suas competências” e que seria impensável ter à frente dos destinos do país “alguém que difundisse discursos pessimistas” recusando, assim, um “cenário de ilusão”.

Já durante a intervenção no seminário, Daniel Bessa, em tom de provocação e falando sobre o sector da construção, afirmou que oferecia do “próprio bolso” mil euros ao Estado para “lançar uma grande obra do regime” se essa fosse a demolição dos estádios de Aveiro, Leiria e Faro.

“Se a obra deste regime for essa, que seria extremamente meritória, estou disposto a dar mais”, adiantou, explicando que “estimularia a construção” e que “as empresas que fizeram estas obras ficariam agora felizes pela possibilidade de as deitarem abaixo”.

No entanto, rematou, “é uma metáfora triste, ilustra que foram feitos erros enormes”.

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E se...

... aumentássemos as quotas de pesca, o número de barcos, as quotas de azeite e de leite, as quotas ...

Manuel Rodrigues

26.02.2012 00:29