Barack Obama usou como ninguém o potencial da multidão para fazer campanha. Angariou quase 750 milhões de dólares através da Internet, a maioria em pequenas quantias, contam os investigadores Pedro Oliveira e Miguel Pina e Cunha. Mas há centenas de outras iniciativas deste tipo.
A Kickstarter é uma referência no campo do crowdfunding e entre Abril de 2009 e Março deste ano já deu voz a 20.371 ideias de artistas. No total, os donativos ultrapassaram os 53 milhões de dólares e a maior fatia foi para a realização de filmes. Outro exemplo é o da compra de um satélite. A ONG "A Human Right" acredita que o acesso à Internet pode ajudar muitas pessoas em todo o mundo. E viu uma oportunidade para levar a Net a mais países quando a empresa que detinha o satélite Terrestar-1 foi à falência. Precisam de 150 mil dólares, numa primeira fase, para o comprar e já conseguiram reunir 63.596 dólares, doados por 1158 pessoas.
Este fenómeno também é um desafio para os reguladores dos mercados de capitais. Recentemente, a norte-americana Securities and Exchange Commission (SEC) já admitiu que quer facilitar a vida às empresas que recorrem a estas plataformas. Nos conceitos em que o donativo tem como recompensa a participação no capital da empresa, a SEC entende que é preciso estudar regras menos rígidas, actualmente aplicadas ao mercado bolsista.



