Houve 48 mil novos desempregados em Maio passado
(Miguel Madeira)O desemprego continua a subir. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 14,6 por cento em relação ao mesmo mês de 2009, um mês em que se registou uma das maiores subidas de sempre do desemprego registado.
Actualmente encontram-se registados um total de 560751 desempregados, quando em Abril passado estavam 570768. A descida do número total de desempregados ocorreu apesar da entrada só em Maio passado de mais 48101 novos desempregados e mercê de uma anulação de 50782 desempregados – uma das mais altas de sempre - cujas causas o Instituto de Emprego e Formação Profissional continua a não divulgar ao arrepio dos pedidos formulados pelos parceiros sociais.
Se o desemprego continua a subir, verifica-se por outro lado um ligeiro abrandamento no ritmo de crescimento.
Em primeiro lugar, o número de desempregados que se tem escrito em cada mês tem vindo a reduzir-se. Este é o principal indicador da evolução do desemprego, dado que se trata de dados brutos, não trabalhados pelo IEFP.
Depois de um surto violento desde finais de 2008 e ao longo do ano de 2009, com valores mensais superiores a 60 mil novos desempregados em cada mês, as variações homólogas têm vindo a reduzir-se. Mesmo assim, nos primeiros cinco meses do ano entraram nos centros de emprego 290,9 mil novos desempregados.
Em segundo lugar, as ofertas de emprego têm vindo a subir nos últimos meses. Em Maio, foram 13,9 mil novas ofertas de emprego, ou seja, mais 25,8 por cento do que no mesmo mês de 2009.
Mas essas ofertas não só representam valores muito diminutos face à dimensão do desemprego – apenas 2,4 por cento do universo de desempregados registados – como a colocação continua muito aquém da eficácia esperada dos serviços de emprego. Em Maio, as colocações preencheram apenas metade das ofertas de emprego. E apenas 15 por cento dos novos desempregados entrados nos serviços conseguiram ser colocados. E trata-se de uma taxa bastante mais elevada do que verificado em média nos últimos anos (ao redor dos 7 a 10 por cento).



