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Diário Económico avança com plano de rescisões para cortar mais de um milhão de euros este ano

13.01.2012 - 14:40 Por Lusa

 (Foto: Pedro Elias (arquivo))
A Económica SGPS, detentora do Diário Económico, avançou para um programa de rescisões voluntárias para cortar “um pouco mais de metade” de 2,1 milhões de euros que pretende poupar este ano, disse à Lusa fonte oficial.

“O conselho de administração da Económica SGPS decidiu iniciar um processo de redução de custos, com o objectivo de conseguir poupanças anuais de 2,1 milhões de euros, e um milhão e pouco tem a ver com recursos humanos, um pouco mais de metade”, indicou à Lusa fonte oficial da empresa do grupo Ongoing.

A empresa nega a existência de uma lista de pessoas a despedir no Diário Económico e sublinha que a orientação é definida pelo objectivo financeiro. Em todo o caso, “apesar de se tratar de um programa de rescisões voluntárias, as várias direcções, incluindo a editorial, estão a convidar pessoas a rescindir, com o objectivo de preservar o core do Diário Económico, que são as secções de economia, finanças e empresas”, acrescentou mesma fonte.

“Não estamos imunes à conjuntura extremamente adversa que atravessamos – o mercado da publicidade na imprensa caiu 32 por cento em 2009, voltou a cair 9,3 por cento em 2010 e registou uma contracção de 15 por cento no ano que agora terminou”, explica a empresa em comunicado.

Esperada nova quebra na publicidade

Para 2012, a Económica espera “uma nova quebra, superior a dez por cento, mantendo-se uma tendência que tem impacto directo – e determinante – nos resultados e na operação da empresa”, segundo o comunicado.

“O conselho de administração da Económica SGPS pretende, com este processo, reunir condições para manter a sustentabilidade da empresa e garantir postos de trabalho, para que seja possível ultrapassar este período particularmente gravoso que estamos a viver”, remata o texto.

A decisão foi comunicada ontem ao conselho de redacção (CR) do título, pelo director do Diário Económico, António Costa, que revelou que a poupança será conseguida com cortes em “colaborações, colunistas e rescisões”, de acordo com um comunicado de hoje do CR a que a Lusa teve acesso.

António Costa deu a garantia ao CR de que “nenhuma pessoa” seria convidada a rescindir sem o seu aval e que o jornal “até admite a possibilidade” de reforçar as secções consideradas centrais, “caso surjam boas oportunidades no mercado”. “O objectivo é que o Diário Económico não perca qualidade nem a liderança”, explicou Costa.

O CR questionou ainda António Costa sobre a possibilidade de o Diário Económico vir a ter que recorrer ao despedimento colectivo, caso não se obtenha as poupanças previstas com as medidas agora anunciadas, ao que o director não quis precisar.

“Não posso, nem quero, antecipar o que poderá suceder se não houver acordos de rescisão amigável. É totalmente prematuro. O despedimento colectivo coloca outro tipo de problemas, é outra lógica, é outra dimensão que ultrapassa o director, que deixa de poder garantir que daqui sai uma equipa reforçada”, terá dito António Costa, citado no comunicado do CR.

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