Os operadores turísticos, como a Entremares, não são os únicos potenciais credores da Marsans.
Além da Entremares, há outros operadores que alegam ter sido lesados. De acordo com a Associação Portuguesa das Agências de Viagens, as dívidas ultrapassavam os dois milhões de euros em Julho.
Também há credores de entre as cerca de duas dezenas de lojas que funcionavam em franchising. É o caso do balcão de Tavira, cujo responsável diz que está "à espera de um reembolso de 25 mil euros" e que "pretendo reclamá-lo agora", no âmbito do processo de insolvência.
Os clientes que ficaram sem viagens, depois de as terem pago em parte ou na totalidade, também podem reclamar os créditos, assim como os trabalhadores, que não terão recebido o salário de Junho, nem subsídio de férias.
Quando o administrador finalizar a proposta de reembolso de dívidas, será convocada uma assembleia de credores para votar o plano de pagamentos.
Uma vez aprovado, caberá ao juiz estabelecer prioridades. Por lei, os credores hipotecários são os primeiros a receber, seguindo-se os trabalhadores, credores com garantias sobre os activos e, por fim, os credores comuns, como o Estado.



