PSI20
X

Mais em Economia (30 de 30 artigos)

Carlos Costa não esclareceu se esta responsabilização deve ser civil, criminal ou qualquer outra Governador do Banco de Portugal quer que políticos sejam responsabilizados por incumprimentos

Fim do programa de estímulos à economia

Economia norte-americana terá recuperação moderada este ano

27.04.2011 - 20:41 Por Pedro Crisóstomo

<p>Ben Bernanke a falar aos jornalistas na sede da Fed, em Washington</p>

Ben Bernanke a falar aos jornalistas na sede da Fed, em Washington

 (Jason Reed/Reuters)
A Reserva Federal norte-americana (Fed) reviu em baixa as previsões de crescimento dos Estados Unidos, mas terminará, em Junho, o programa de incentivos à economia. No curto prazo, a inflação deverá agravar-se de forma temporária.

Ao fim de dois dias de reunião do comité de política monetária, o banco central dos Estados Unidos reviu em baixa as perspectivas de crescimento da economia para este ano, que se deverá manter entre 3,1 por cento e 3,3 por cento, abaixo do intervalo de 3,4 a 3,9 por cento estimado em Janeiro pela Fed.

E apesar de perspectivar um aumento “temporário” da inflação acima das estimativas iniciais, num aumento estimado entre 2,1 e 2,8 por cento, a taxa de juro de referência vai manter-se, tal como previsto, em valores históricos, entre zero por cento e 0,25 por cento.

A confirmação foi dada pelo presidente da Fed, Ben Bernanke, que numa conferência de imprensa histórica – a primeira de um responsável da reserva em 97 anos sobre a política monetária dos Estados Unidos – não se cansou de dizer que o banco central vai acompanhar de perto a subida e tomará as medidas necessárias caso persista a alta dos preços.

Será uma manutenção dos juros a “níveis excepcionalmente baixos”, como classificara o comité da Fed, antes de Bernanke justificar a decisão da reserva com a expectativa de que a inflação não ficará “fora de controlo”. Mas se persistir, “teremos que responder”. Ben Bernanke promete, por isso, manter-se atento aos sinais no curto prazo e, mesmo com a subida temporária dos preços em 2011, acredita que vão acabar por estabilizar.

A maior preocupação da reserva neste momento, frisou, tem a ver com a criação do emprego, movimento que, disse, está na direcção certa. Para Bernanke, essencial é combater o desemprego de longa duração, por exemplo, respondendo com mecanismos para que os norte-americanos não percam o contacto com o mercado de trabalho no caso de estarem mais de seis meses sem trabalho.

  • 14 leitores
  • 1 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1491606

Comentário + votado

a

Com o fim de QE2, como vai financiar o deficit de 1,4 biliões de dolares em 2011? Vão reduzir o ...

Anónimo

27.04.2011 23:58