Equipa Portuguesa ganhou competição internacional para alunos de escolas de negócios 
01.02.2011 - 15:45 Por Luísa Pinto
Aquela que é considerada como uma das mais relevantes competições internacionais para alunos de escolas de gestão em todo o mundo, foi ganha por uma equipa de alunos do Magellan MBA, da Escola de gestão do Porto.
A equipa da EGP-UPBS trouxe para Portugal não só uma taça (que ficará um ano em território português até à próxima edição) mas também um prémio, de dez mil dólares canadianos. Mas, mais relevante até que o valor pecuniário, será o reconhecimento internacional trazido pelo premio: em resposta aos desafios colocados pelos administradores de empresas de relevância internacional, os alunos da EGP-UPBS foram sucessivamente dando aquelas que foram consideradas as melhores recomendações estratégicas.
A EGP-UPBS foi a única escola de negócios ibérica convidada a participar no John Molson MBA International Case Competition, elaborado anualmente pela Concordia University, em Montreal, no Canadá. Há já nove anos que a competição não era ganha por uma escola de negócios europeia.
Este ano estiveram presentes na competição 36 equipas de alunos de MBA de diferentes partes do mundo.
A equipa, composta pelos alunos Ana Bizarro, José Rocha, Filipe Nogueira e Mikkil Shah, teve de responder a sete desafios concretos, de empresas autênticas e situações verídicas. Os alunos têm três horas para ler o caso proposto, analisar, desenhar as suas recomendações e preparar uma apresentação. Terminadas as três horas apresentam a sua recomendação durante 25 minutos a um painel de júris composto por membros da comunidade empresarial de Montreal (por exemplo Bombardier e Royal Bank of Canada). Segue-se um período de perguntas e respostas.
Depois de desafiados a desenhar estratégias de gestão para a continuidade da parceria entre os indianos da Hero e a grupo Honda, a encontras estratégias de marketing para a delegação francesa da Osram Light ou a preparar os argumentos e a delinear estratégias que levassem a empresa de mineração Green Eastern Mining a conseguir contratos e, países em vias de desenvolvimento, o grupo de estudantes portugueses passou à meia-final da competição com um caso sobre a relação das galerias de arte Tate terem a British Petroleum (BP) como um dos principais patrocinadores – e o problema andava à volta das questões da reputação da BP depois do derrame no golfo do Mexido e se esta manchava a notoriedade da Tate.
O caso apresentado na meia final envolvia uma grande cadeia de hotéis de São Francisco, a Joie de Vivre, que havia sido adquirida pelo grupo Good Hotels, e os concorrentes tiveram de apresentar soluções para a integração das estruturas. O desafio final que levou os portugueses à vitória foi apresentado por um grande retalhista de roupa americano, a Under Armour.
A Under Armour conseguiu atingir a liderança de mercado norte-americano num segmento que ela própria ajudou a desenvolver – o do material de desporto de alta competição e elevada performance – mas está com dificuldade em garantir sucesso (devido Há existência de concorrência forte) no segmento de calçado de desporto. A recomendação apresentada pelos jovens portugueses passou pela internacionalização da marca, com entrada em países na Europa, China e Brasil. A presença do mercado doméstico deveria também ser reforçada, com a criação de duas mega-Lojas próprias e o rebranding do calçado desportivo.
No meio da competição, os concorrentes ainda tiveram de responder a um desafio colocado “ao vivo”, por um membro do governo canadiano, e que questionava os concorrentes sobre a melhor forma de incentivará e apoiar as pequenas e medias empresas (PME) nos seus esforços de internacionalização. A equipa desenhou uma estratégia integrada onde apontou alguns países como mercados de aposta e onde com sugestões no sentido de melhor apoio do governo canadiano às suas PME.
Na edição do ano passado a EGP-UPBS conseguiu chegar às semi-finais e conseguiu mesmo trazer o prémio já tinha conseguido trazer para casa o prémio “Richard Outcault Team Spirit Award” atribuído pelo melhor espírito de equipa. Este ano as razões para optimismo são ainda maiores. “Em época de crise é um orgulho poder mostrar que os Portugueses têm tudo o que é preciso para vencer”, disse ao PÚBLICO Renata Blanc, preparada da equipa que venceu a competição e docente da EGP-UPBS.


