• E agora um hotel subaquático?
  • Salmonete com legumes e presunto
  • Disney recruta em Portugal tripulação para os seus cruzeiros
PSI20
X

Mais em Economia (19 de 24 artigos)

Moody’s adverte para o risco de os défices regionais contaminarem as contas de Espanha

Ljubljana promete cumprir corte nas despesas

Eslovénia diz “não” ao adiamento da idade da reforma, Governo responde com medidas de austeridade

06.06.2011 - 14:52 Por Pedro Crisóstomo

<p>A Eslovénia está sob pressão de Bruxelas para reduzir a despesa e o défice público</p>

A Eslovénia está sob pressão de Bruxelas para reduzir a despesa e o défice público

 (Pedro Cunha)
Os eslovenos rejeitaram ontem, em referendo, a extensão da idade da reforma dos 63 para os 65 anos, uma medida a que a União Europeia e o FMI tinham apelado, para cortar nas despesas do Estado, e que o Governo de Ljubljana tentará contornar, agora, com a adopção de medidas de austeridade.

Para “garantir a estabilidade das finanças públicas a curto prazo”, o primeiro-ministro esloveno, Borut Pahor, anunciou hoje que a coligação de centro-esquerda que lidera vai iniciar negociações com os parceiros sociais na próxima sexta-feira para avançar imediatamente com aquilo a que chamou uma “lei de intervenção”.

Em cima da mesa está o congelamento dos salários dos funcionários públicos e das pensões, para assegurar “o crescimento económico, prosseguir com a redução do desemprego e manter uma relativa solidariedade social”, disse Pahor. A agência de notícias eslovena STA refere mesmo que a reforma das pensões que ontem foi rejeitada pela esmagadora maioria dos eslovenos pode avançar independentemente disso.

Mais de 72 por cento da população votou contra, deixando o executivo de Borut Pahor numa posição difícil. Ljubljana está sob forte pressão de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reduzir a despesa e o défice públicos, e se Pahor já liderava sem maioria absoluta, depois de ontem, a sua posição agudizou-se com a oposição a pedir que se demita.

O social-democrata tinha ameaçado sair caso o projecto não passasse, mas ontem deixou claro que não apresenta a demissão. E, hoje, insistiu que tentará convencer os parceiros sociais da necessidade da aprovação de medidas de correcção orçamental.

O Governo diz que o país vai ter de cortar 220 milhões de euros por ano para pôr as contas públicas na ordem (o défice público deverá ficar este ano nos 5,5 por cento).Face à resposta do povo esloveno, Ljubljana terá de arranjar medidas alternativas para cumprir as metas orçamentais, avisou o ministro para os Assuntos Europeus, Mitja Gaspari.

A Eslovénia foi, dos países que em 2004 aderiram à União Europeia, um dos afectados pela crise financeira. O seu Produto Interno Bruto caiu em termos reais mais de dez por cento entre 2008 e 2009. A dívida pública engrossou desde daí e, para o próximo ano, o FMI prevê mesmo uma duplicação face ao valor que a Eslovénia apresentava em 2007, ano em que aderiu à zona euro – para 44,9 por cento do PIB.

  • 6 leitores
  • 2 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1497776

Comentário + votado

A Eslovénia na antiga União Soviética?

Pelo amor da santa!

Anónimo

06.06.2011 16:54