Espanha corta um terço das empresas públicas e 32 altos cargos para poupar gastos 
30.04.2010 - 14:35 Por Lusa
São “medidas claras”, disse a vice-presidente do Governo (à direita na imagem)
(Sergio Perez/ Reuters)O Governo espanhol anunciou hoje um plano sem precedentes que envolve a eliminação de 29 empresas públicas e o corte de 32 altos cargos de responsáveis de vários ministérios, como medida para cortar o gasto público.
As medidas foram aprovadas na reunião de hoje do Conselho de Ministros e detalhadas aos jornalistas pela ministra da Economia, Elena Salgado, e pela vice-presidente do Governo, María Teresa Fernández de la Vega.
O plano de racionalização do sector público corta praticamente um terço das 106 empresas públicas actuais, sendo que para concretizar o projecto serão eliminadas 15 sociedades mercantis e a maioria das fundações e haverá um processo de fusão que afecta 24 empresas.
Além disso, serão igualmente reduzidos em dez por cento os quadros directivos dessa empresa e em 15 por cento os membros dos conselhos de administração.
Trata-se, afirmou De la Vega, de “medidas claras” que voltam a demonstrar “que a economia espanhola está a fazer os seus deveres” no quadro de medidas austeras para controlar o défice.
Entre os cargos que desaparecem contam-se oito directores-gerais, um secretário-geral e 14 organismos autónomos com níveis de director-geral.
Actualmente há 343 altos responsáveis no seio do Governo, entre eles os secretários de Estado.
As medidas hoje aprovadas inserem-se no pacote de austeridade aprovado no final de Janeiro, que retirará aos gastos públicos espanhóis cerca de 50 mil milhões de euros até 2013.
No âmbito desse plano, a taxa de reposição de quadros ficará fixada num máximo de dez por cento, reduzindo-se os custos em pessoal em cerca de quatro por cento.


