Estado irlandês reduz participação no Bank of Ireland para máximo de 32 por cento 
25.07.2011 - 14:31 Por PÚBLICO, Agências
Resgate financeiro à Irlanda é de 85 mil milhões de euros
(Francois Lenoir/Reuters)A Irlanda vai alienar uma parte do capital do Bank of Ireland, até 1,12 mil milhões de euros, a um grupo de investidores privados, reduzindo a participação do Estado no maior banco comercial do país até um máximo de 32 por cento.
A composição final da nova estrutura accionista da instituição dependerá do resultado da operação por fases para a entrada no capital dos novos investidores privados, cuja identidade o Governo não divulgou.
O acordo divulgado hoje pelo ministério das Finanças prevê uma compra de 241 milhões de euros em acções ao Estado e, depois, em função da aprovação da operação pelo regulador do mercado, aumentarão a participação até 4,2 mil milhões de títulos.
Será, pois, em função dos resultados da emissão dos títulos que se determinará ao pormenor com que participação ficará o Estado no banco, escreve o jornal Irish Times no sue site. A proposta aponta para uma diminuição dos actuais 36 por cento de capital para um intervalo entre os 15 e os 32 por cento. Os actuais accionistas ficarão com cerca de 31 por cento e o novo grupo de investidores entre 14 e 37 por cento.
“Este investimento é uma prova tangível da crescente confiança internacional nas perspectivas do Banco da Irlanda e da economia irlandesa”, frisou em comunicado o ministro das Finanças, Michael Noonan, que hoje fechou as negociações.
No rescaldo de testes de resistência realizados, em Março, pelo banco central irlandês ao sector financeiro do país, o Bank of Ireland foi uma das instituições a quem o supervisor determinou um aumento de capital (de cerca de 5,2 mil milhões de euros até ao fim de Julho).
A Irlanda foi o segundo país da zona euro a receber financiamento externo, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, quando, em Novembro último, acordou a aplicação de um programa de ajustamento para receebr 85 mil milhões de euros. Parte do montante foi dirigido para salvar o sector bancário, que sofreu com o colapso do setor imobiliário no país.


