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Resgate económico

Europa só ajuda Portugal perante plano imediato

09.04.2011 - 09:03 Por Isabel Arriaga e Cunha, em Gödöllö, Hungria

<p>Segundo as estimativas preliminares de Olli Rehn, a assistência financeira a Portugal deverá ascender a 80 mil milhões de euros durante três anos</p>

Segundo as estimativas preliminares de Olli Rehn, a assistência financeira a Portugal deverá ascender a 80 mil milhões de euros durante três anos

 (Davor Kovacevic/Reuters)
Os ministros europeus das Finanças excluíram ontem o cenário defendido por PSD e CDS de uma negociação em "dois tempos" do pacote de ajuda financeira a Portugal, exigindo obter desde já um programa de "pleno direito" a três anos e deixando para depois das eleições apenas a possibilidade de "algum ajustamento final".

Este programa constitui a contrapartida para uma assistência financeira que, segundo as estimativas preliminares de Olli Rehn, comissário europeu responsável pelos assuntos económicos e financeiros, deverá ascender a 80 mil milhões de euros durante três anos.

Os seus termos deverão ser acordados na próxima reunião dos titulares das Finanças de 16 de Maio e as primeiras transferências poderão ocorrer dez dias depois. Uma parte da ajuda, ainda não quantificada, será dirigida para os bancos.

O programa tal como foi ontem delineado pelos ministros europeus das Finanças numa reunião informal em Gödöllö, nos arredores de Budapeste, terá de incluir um sério aperto de cinto orçamental e reformas como a "eliminação da rigidez" do mercado de trabalho, a correcção dos desequilíbrios externos e um "ambicioso programa de privatizações".

Os seus termos vão começar a ser negociados já na próxima semana entre o Governo e uma missão que se deslocará a Portugal composta por técnicos da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas estas modalidades de negociações - que prevêem o envolvimento dos principais partidos políticos no processo - provocaram uma divergência de fundo com o ministro Teixeira dos Santos, que deixou claro que quem tem de governar com a oposição não é o governo, mas “as partes envolvidas do lado europeu”.

Também o director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que ontem confirmou já ter recebido um pedido de assistência financeira de Portugal defende o envolvimento dos partidos da oposição nas negociações.

*com Sofia Rodrigues

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Comentário + votado

Quem anda a brincar à 6 anos é este Governo.

E deve concordar com o Socrates tambem, a culpa antes era da crise internacional e agora da ...

Luís Pinho

09.04.2011 11:29