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Ex-director das “secretas” admite ter enviado informação para a Ongoing

28.07.2011 - 10:55 Por PÚBLICO

Jorge Silva Carvalho, o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), admitiu, em entrevista hoje publicada no Diário de Notícias, ter enviado mensagens de correio electrónico para a Ongoing sobre as matérias denunciadas sábado pelo Expresso. Mas recusa ter violado o dever de sigilo ou segredo de Estado.

O antigo responsável pelas “secretas” reconheceu que enviou mensagens do correio electrónico pessoal, a partir de sua casa, para a Ongoing - para onde foi trabalhar depois de ter pedido a sua exoneração dos Serviços de Informações em Novembro de 2010 - sobre matérias denunciadas pelo semanário Expresso, sem ter concretizado quais. O jornal noticiou que teriam sido enviadas informações relacionadas com empresários russos e com metais estratégicos para a Ongoing.

“Sobre algumas daquelas matérias reconheço que sim, são temas que me são familiares, outros confesso que não sei situar”, afirmou Jorge Silva de Carvalho ao Diário de Notícias. E acrescenta mais à frente: "Do que me recordo, alguma daquela matéria foi enviada de minha casa, do meu computador pessoal e mail particular."

Segundo avançou o Expresso na edição de sábado, o ex-director do SIED terá passado informações para a empresa Ongoing antes de abandonar a chefia dos serviços. O semanário da Impresa referiu ainda, numa anterior edição, um suposto relatório das secretas sobre a relação de José Eduardo Moniz (vice-presidente da Ongoing) e de Bernardo Bairrão (ex-administrador da Media Capital, convidado para integrar o novo Governo) com a TV Zimbo em Angola. Essa informação terá culminado na saída de Bairrão do elenco do Governo de Passos Coelho na tarde antes do anúncio dos nomes do novo executivo.

O ex-director refere ainda achar “estranho que o Expresso tenha utilizado esse tipo de fonte [e-mails enviados do computador de casa]” e diz ser “muito provável que avance com uma acção judicial por violação de correspondência privada esta semana”. Esta hipótese já tinha sido adiantada ao PÚBLICO no domingo por António Cunha Vaz, responsável pela comunicação da Ongoing.

Tanto Cunha Vaz ao PÚBLICO como agora Silva Carvalho, na entrevista ao Diário de Notícias sugerem que o timing das notícias do Expresso se prende com a entrada em tribunal de acções da Ongoing contra a Impresa. “Sempre que queremos fazer valer os nossos direitos de accionistas da Impresa em tribunal, somos alvo de notícias nos órgãos da própria Impresa”, diz ao DN Silva Carvalho. No dia 11 a Ongoing, detentora de 22,5 por cento da Impresa, avançou com uma acção contra a Balseger, empresa que detém 58,75% da Impreger - entidade que detém o controlo do grupo Impresa -, pedindo uma indemnização de 30 milhões de euros. Em causa a passagem da participação da Impreger para a Balseger sem que o processo passasse por uma OPA.

E ao PÚBLICO, no domingo, Cunha Vaz sublinhou também que a informação revelada pelo Expresso deve ser interpretada à luz da querela judicial que opõe a empresa de Nuno Vasconcellos à Impresa, grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão. "Cada vez que há um avanço no processo judicial, o Expresso publica artigos sobre a Ongoing. O dr. Jorge Silva Carvalho é o elemento mais fraco, está a ser usado como arma de arremesso.”

Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, fundada em 2004, e Rafael Mora, vice-presidente, demitiram-se da Impresa, onde tinham assento na administração, em Agosto de 2009 no âmbito do negócio da compra da TVI à Media Capital. Sendo a Ongoing uma das possíveis interessadas, Balsemão considerou a dualidade incompatível. A Impresa é dona da SIC.

Esta ano já, em Abril, a Ongoing deixou de ter representantes na administração da Impresa, por decisão dos restantes accionistas.

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Comentário + votado

PRISÃO!!!

O que é que interessa a macacada da Impresa e da Ongoing e todas estas pseudo-personalidades ou ...

QED

30.07.2011 04:17