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Trabalhadores em protesto à porta da Pinhosil, em Arouca

Fábrica de calçado despediu funcionários por SMS

30.08.2010 - 11:28 Por Lusa

<p>Os operários dizem que sempre tiveram tabalho</p>

Os operários dizem que sempre tiveram tabalho

 (Foto: Paulo Pimenta/arquivo)
Os funcionários da fábrica de calçado Pinhosil, em Arouca, estão hoje concentrados à porta da empresa em protesto contra o seu encerramento, depois de terem sido surpreendidos com um despedimento por SMS.

Lina Ferreira é uma das 18 pessoas que estavam ao serviço da empresa e afirma: “Nunca suspeitámos de nada porque tivemos sempre muito trabalho e até fazíamos horas extraordinárias. Nunca estivemos parados em casa com falta de trabalho”.

Na passada quinta-feira, todos esses funcionários receberam uma mensagem de telemóvel a informá-los de que, a partir de hoje, a empresa estava encerrada e acrescentando que os trabalhadores iriam depois receber a carta para o subsídio de desemprego.

“Ninguém estava a contar com isto”, garante Lina Ferreira, em representação dos colegas. “Estamos aqui à porta da empresa para ver se percebemos o que se passou, porque os patrões não dão a cara para falar connosco, não aparecem nem atendem o telefone.”

Salários em atraso

Em dívida para com os trabalhadores da Pinhosil está metade do subsídio de Natal de 2009, o subsídio de férias de 2010, o salário de Julho e também o de Agosto, que termina hoje.

Lina Ferreira adianta que a ideia geral, entre os trabalhadores, é que “o patrão tinha outras dívidas”. “O que a gente ouvia”, explica, “é que ele devia muito dinheiro fora da empresa”.

A mesma operária recorda também que esta não é a primeira empresa encerrada pelos mesmos gerentes: “Esta fábrica abriu há uns quatro anos, mas nós já trabalhámos na Pinho Oliveira. Era do mesmo patrão, só que ele fechou-a e abriu esta”.

Quanto aos actuais bens da Pinhosil, Lina Ferreira informa que “as Finanças já disseram que vão selar as máquinas todas da fábrica”.

A Lusa tentou contactar Manuel Pinho Silva, proprietário da Pinhosil, que nunca atendeu o telefone.

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O que querem isto é o tipo de despedimento que o Pedro Passos Coelho quer , se ele for para o ...

Miguel Santos

30.08.2010 18:17